"Não sabemos". Campeonato da Europa de Canoagem em Montemor-o-Velho em risco

"Não sabemos". Campeonato da Europa de Canoagem em Montemor-o-Velho em risco

Após as tempestades, os prejuízos no Centro de Alto Rendimento superam os dois milhões de euros. Em Soure, a câmara contabiliza dez milhões em danos que só pode resolver com recurso “à dívida”. “PTRR exige agenda de médio prazo que não vamos ter”, lamenta autarca.

Guilherme de Sousa com Eduarda Maio - Antena 1 /
Rita Soares - Antena 1

Os prejuízos provocados pelas inundações e pelas cheias do Mondego colocam em risco a realização do campeonato da Europa de canoagem, no Centro de Alto Rendimento (CAR), em Montemor-o-Velho, admite o presidente da Câmara, José Veríssimo. 

“Temos ali dois milhões e meio de prejuízos”, assume. “Vamos reunir com a ministra [da Cultura], secretários de Estado e federações na segunda-feira para ver o que podemos fazer”, explica José Veríssimo.

O campeonato da Europa de canoagem, uma das modalidades onde Portugal tem se distinguido nos últimos anos, está agendado para o próximo mês de junho. A subida do nível da água e o forte caudal do Mondego deixou danos em toda a infraestrutura e sistemas informáticos do CAR.

“Uma torre custou-nos quase um milhão de euros e depois há outras infraestruturas que para mim é o mais complicado e mais difícil, que é o sistema de partida. É material elétrico, não há em Portugal, tem de ser importado e está completamente destruído. Estamos a falar de um sistema que custa mais de 300 mil euros”, lamenta José Veríssimo, em declarações à Antena 1.

O autarca de Montemor-o-Velho há um longo caminho a percorrer no que diz respeito à recuperação de casos e campos agrícolas.
Soure: prejuízos chegam aos 10 milhões de euros
Em Soure, o cenário de destruição é idêntico. “A fase aguda da emergência está terminada. Temos atualmente os rios encaixados, mas estamos na fase da recuperação. Só na totalidade dos equipamentos municipais temos 10 milhões de estragos”, afirma Rui Fernandes, o presidente da Câmara de Soure, referindo que as reparações se vão prolongar por vários “meses”.

O autarca de Soure refere que, entre as prioridades, estão as “escolas e as extensões de saúde”. Rui Fernandes assume que a “soma das intervenções é um encargo enorme”. “A única maneira de fazermos tem de ser com recurso à nossa tesouraria ou dívida e isso vai prejudicar a nossa agenda de médio prazo”, alerta. 
“Para se operacionalizar, para se estar à altura, mesmo nos incentivos que possamos ter, neste PTRR, quer dizer que é preciso desenvolver projeto, o que exige uma agenda de médio prazo que os municípios não vão ter”, acrescenta.



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