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Narana Coissoró recorda memória de Gandhi na Fundação Pro Dignitate

Narana Coissoró recorda memória de Gandhi na Fundação Pro Dignitate

O presidente do Instituto do Oriente, Narana Coissoró, vai analisar sexta-feira o percurso pessoal e político de Mahatma Gandhi, e as repercussões das suas teorias pacifistas na actualidade, numa conferência que assinala o Dia Internacional da Paz.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

A conferência é organizada pela Pro Dignitate, uma fundação criada em 1994 e presidida por Maria Barroso, com o objectivo de prevenir a violência e promover os direitos humanos.

Anualmente, para assinalar o Dia Internacional da Paz, a 21 de Setembro, a Fundação associa-se às comemorações, com a leitura da mensagem das Nações Unidas alusiva à data, e a organização de uma conferência.

Este ano a escolha do orador recaiu em Narana Coissoró, presidente do Instituto do Oriente, departamento de investigação da Universidade Técnica de Lisboa.

"A Fundação entendeu que este ano a conferência deveria ser feita por mim e sobre a figura de Mahatma Gandhi, um grande pacifista e lutador pela paz", explicou Narana Coissoró, em declarações à Agência Lusa.

Na palestra, o presidente do Instituto do Oriente e ex-dirigente do CDS-PP irá começar por dar uma ideia geral de quem foi Mohandas Karamchand Gandhi, nascido a 02 de Outubro de 1869 na Índia Ocidental.

"Como desenvolveu as suas teorias de não-violência e como as aplicou, primeiro na África do Sul, e depois na Índia", resumiu Narana Coissoró.

De Gandhi, o antigo deputado democrata-cristão recordará ainda como não alcançou todos os seus objectivos, tendo-se oposto sempre em vida à divisão, que acabou por se concretizar, entre a Índia, maioritariamente hindu, e o Paquistão, com predominância muçulmana.

"Não chegou a ver os resultados da sua obra mas o seu legado de não-violência foi seguido em vários lados", sublinhou, dando como exemplos Martin Luther King, prémio Nobel e um dos principais activistas norte-americanos contra a opressão racial, ou Nelson Mandela, o rosto do movimento contra o apartheid na África do Sul.

Por esta razão, defendeu Narana Coissoró, "faz todo o sentido" esta homenagem a Gandhi no Dia Internacional da Paz.

"Deixou a herança de que a guerra não é necessária, as grandes causas podem ser vencidas com o recurso à não-violência", sublinhou, destacando a actualidade do pensamento de Gandhi.

"Num momento em que reina o terrorismo e a violência, é um exemplo de que a paz pode ser atingida pelo recurso à verdade, à moral, à rejeição de más leis e à não cooperação com más práticas", reforçou.

Mahatma Gandhi, que nunca recebeu o prémio Nobel da Paz, morreu a 30 de Janeiro de 1948, assassinado por um extremista hindu.

Narana Coissoró é igualmente sócio da Fundação Pro Dignitate, que tem desencadeado acções de prevenção da violência e promoção dos direitos humanos nas escolas, e cooperado com organizações congéneres em iniciativas que visem objectivos comuns, promovendo ainda campanhas de solidariedade com os países de língua oficial portuguesa.

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