Narciso Miranda diz que sai da Câmara de Matosinhos de bem com todos

O presidente da Câmara de Matosinhos, Narciso Miranda, garantiu sexta-feira à noite que deixará aquele cargo no final do mandato por vontade própria, "de bem" consigo próprio, com o seu partido e com a população.

Agência LUSA /

"Estou de bem comigo, com o meu partido e com o povo de Matosinhos. Vou deixar a autarquia porque assumi convictamente essa decisão. E dela não me arrependerei", disse o eleito socialista.

"Devemos saber qual o momento certo para sair", afirmou ainda, ao discursar na cerimónia de lançamento da fotobiografia "Narciso Miranda - o Rosto do Poder Local".

Apesar da sua saída da Câmara de Matosinhos no final deste mandato, Narciso Miranda garantiu que vai continuar "no activo" porque - disse - "não sei estar parado".

Não esclareceu, contudo, qual o seu futuro político.

Na sequência dos incidentes na Lota de Matosinhos, por ocasião da campanha para as Europeias, o PS nacional anunciou que vetava a recandidatura de Narciso Miranda e uma eventual candidatura de Manuel Seabra (líder da concelhia socialista), vindo a optar por escolher o actual vice-presidente, Guilherme Pinto.

Porém, Narciso Miranda tem reiterado que já anteriormente assumira a decisão de não se recandidatar ao cargo que ocupa há duas décadas.

A fotobiografia "Narciso Miranda - o Rosto do Poder Local" é um lançamento da editorial Asa, com prefácio António de Almeida Santos, antigo presidente da Assembleia da República, que define o autarca de Matosinhos como "empreiteiro de grandes causas".

Na apresentação da obra, o escritor Manuel António Pina classificou a obra como o "reconhecimento de uma dívida" e a constatação de que em Portugal "não somos totalmente ingratos".

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