Nasceu um golfinho-roaz no estuário do rio Sado
Um golfinho-roaz nasceu a semana passada no estuário do Sado, o que acontece pela primeira vez em três anos naquela comunidade de cerca de 30 animais, disse hoje à Lusa fonte da Vertigem Azul.
"Um golfinho-roaz nasceu esta semana no estuário do Sado, o que acontece pela primeira vez em três anos naquela comunidade de cerca de 30 animais", disse hoje à Lusa fonte da Vertigem Azul.
"Temos estado a acompanhar a cria, que sobreviveu ao período crítico da primeira semana de vida", acrescentou.
O golfinho nada com o resto do grupo, sempre ao lado da mãe, referiu ainda.
O nome vulgar do "Tursiops truncatus", Roaz ou Roaz- corvineiro, estará ligado a dois hábitos de caça e alimentação destes golfinhos.
Em Setúbal, chamam-lhes "roazes" porque tinham o hábito de rasgar as redes dos pescadores em busca de alimento, e "corvineiros" por se alimentarem de corvinas quando estas eram abundantes na região.
Os roazes alimentam-se de vários tipos de peixes, moluscos e crustáceos.
No estuário do Sado, os roazes têm uma especial predilecção por chocos e tainhas, alimentando-se também lulas, linguados, caranguejos, camarões, entre outros.
O roaz ingere diariamente cerca de 20kg de alimento.
Os roazes passam grande parte do seu tempo à procura de alimento, e utilizam várias técnicas de caça, alguns caçam sozinhos, outros em pequenos grupos.
As fêmeas têm uma gravidez de 11 a 12 meses e dão à luz apenas uma cria com cerca de 80 centímetros.
No processo de parto, primeiro sai a cauda do golfinho bebé e só depois a cabeça.
Assim que nasce, a cria é levada à superfície para aprender a respirar.
As crias são amamentadas até aos 18 meses e são-lhes ensinadas desde logo algumas técnicas de caça.
O golfinho-roaz é cinzento-escuro no dorso, diminuindo de intensidade perto da barriga, que é branca ou rosa muito claro.
O seu corpo é muito robusto, bem como a sua cabeça.
O seu bico tem uma força espantosa, capaz de provocar ferimentos muito graves num adversário.
São muito activos e frequentemente acompanham os barcos à proa.
Chegam a atingir mais de 40 quilómetros por hora de velocidade a nadar e, vivendo em liberdade, os roazes podem viver até aos 45 anos, tendo as fêmeas geralmente maior longevidade.