Níveis de pólen na atmosfera estão a subir e aumentam até domingo
Os níveis de pólen na atmosfera vão subir até domingo, devido ao aumento da temperatura, sendo mais frequentes os libertados pelos ciprestes, urtigas, pinheiros, cedros e plátano, segundo a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAC).
De acordo com informação da Rede Portuguesa de Aerobiologia, divulgada pela SPAIC, regista-se entre segunda-feira e domingo uma "subida acentuada dos níveis polínicos [pólen] na atmosfera, nomeadamente dos tipos Cupressaceae (ciprestes), Urtica (urtigas), Parietaria, Pinaceae (pinheiros, cedros) e Platanus (plátano vulgar)".
O pólen de Platanus poderá alcançar "concentrações elevadas nas zonas de maior abundância".
Este aumento, prossegue a SPAIC, "será também particularmente evidente nas Cupressaceae, Pinaceae e Urtica, que poderão alcançar as suas concentrações máximas esta semana".
Por outro lado, durante a presente semana serão baixas as concentrações de pólen de Rumex (azedas) e de gramíneas (Poaceae).
A SPAIC prevê que, no final desta semana, possam ocorrer alguns grãos de pólen de Quercus (azinheira, carrasco, carvalhos) na atmosfera.
Na região de Lisboa, e de acordo com a leitura efectuada até quarta-feira passada (08 de Março), as concentrações de pólen atmosférico registadas foram "elevadas".
Nesta região, os principais tipos polínicos presentes no ar foram Cupressaceae (ciprestes) e Urticaceae (sobretudo urtigas).
Na região do Porto, as concentrações de pólen atmosférico registadas foram "baixas, sendo os Cupressaceae (ciprestes) e a Urtica (urtigas) os principais tipos polínicos presentes no ar.
Também em Coimbra as concentrações de pólen atmosférico registadas foram "baixas" e o principal tipo polínico presente no ar o Cupressaceae (ciprestes).
Em Évora, as concentrações de pólen atmosférico registadas foram "elevadas".
Nesta região, os principais tipos polínicos presentes no ar foram Cupressaceae (ciprestes) e Urticaceae (urtigas).
As concentrações de pólen atmosférico registadas na região de Portimão foram "elevadas".
Os principais tipos polínicos presentes no ar desta região foram Cupressaceae (Ciprestes) e Urtica (urtigas).
A Primavera é a época problemática das alergias, das quais sofre cerca de um milhão e meio de portugueses.
A rinite é a alergia mais frequente, atingindo até 30 por cento da população, embora muitas vezes não seja diagnosticada.
Existem ainda a conjuntivite alérgica, o eczema e a urticária.
De acordo com Filipe Inácio, do Serviço de Imunologia do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, a patologia mais grave é a asma.
"Só em Portugal, 11,8 por cento dos jovens, com idades entre os 13 e os 14 anos, sofrem de asma", acrescentou.
Um número que, segundo o especialista, tem vindo a aumentar nos últimos anos: em 1994, este valor era de 9,2 por cento.
Considerada a epidemia do século XXI, os especialistas alertam para o facto de, dentro de duas décadas, 50 por cento da população poder sofrer algum tipo de doença do foro alergológico.
A época polínica ocorre entre Março e Junho, mas o pico verifica-se habitualmente em Maio.
A temperatura elevada e o tempo seco aumentam as concentrações de pólens na atmosfera e, consequentemente, os sintomas alérgicos.
Também a poluição contribui para o aumento das alergias.