País
Noite do Porto. PSP garante que vai reforçar policiamento na zona da Movida
A Polícia de Segurança Pública confirma à RTP Antena 1 que está a analisar o pedido da Câmara do Porto para recorrer a agentes gratificados, para aumentar o policiamento em zonas de diversão noturna, mas aponta que esse reforço vai já acontecer.
Esta situação levou a que a Câmara Municipal do Porto apresentasse um pedido à Direção Nacional da PSP para fazer o mesmo que outras entidades privadas: recorrer a agentes gratificados. Em entrevista à SIC Notícias no dia 19 de agosto, o presidente da autarquia, Pedro Duarte, explicava que pretendia reforçar a segurança das noites na cidade, em particular na Rua Cândido dos Reis.
Questionada pela RTP Antena 1, a PSP confirma esta quarta-feira que o pedido está a ser analisado. "Nesta fase, não é possível indicar uma previsão para a conclusão dessa análise ou para a comunicação de uma decisão", acrescenta, não deixando no entanto de apontar um reforço.
"Não obstante, a PSP irá reforçar o policiamento na zona da Movida, adequando o dispositivo policial às necessidades identificadas e à evolução da situação no terreno", afirma a PSP por escrito à RTP Antena 1, ficando por esclarecer em que moldes será aumentado o policiamento.
Receio de um "ponto sem retorno"
A decisão surge na sequência de vários apelos, não apenas da Câmara do Porto. O presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto afirma que as situações de violência são recorrentes. "Não é uma perceção de insegurança, há insegurança", afirmou Miguel Camões à RTP Notícias, temendo um "ponto sem retorno" para a Movida e para o turismo no Porto se o assunto não for encarado "como deve ser". Jornal da Tarde | 25 de agosto de 2026
Os seguranças também não escondem a preocupação. "Já há formações de seguranças porteiros que são anuladas porque não há candidatos", garantiu Cláudio Ferreira, presidente do Sindicato Unificado da Segurança Privada. Quando há trabalhos para a baixa do Porto, "já recusam esses trabalhos", afirmou também à RTP Notícias.
A decisão surge na sequência de vários apelos, não apenas da Câmara do Porto. O presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto afirma que as situações de violência são recorrentes. "Não é uma perceção de insegurança, há insegurança", afirmou Miguel Camões à RTP Notícias, temendo um "ponto sem retorno" para a Movida e para o turismo no Porto se o assunto não for encarado "como deve ser". Jornal da Tarde | 25 de agosto de 2026
Os seguranças também não escondem a preocupação. "Já há formações de seguranças porteiros que são anuladas porque não há candidatos", garantiu Cláudio Ferreira, presidente do Sindicato Unificado da Segurança Privada. Quando há trabalhos para a baixa do Porto, "já recusam esses trabalhos", afirmou também à RTP Notícias.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha prometido em maio um reforço de 400 agentes da PSP para Lisboa e Porto, 200 para cada comando metropolitano, mas, enquanto isso não acontece, o autarca Pedro Duarte considerou na SIC Notícias que o reforço de policiamento precisa de ser imediato.
Na última terça-feira, apresentando dados mais gerais, a PSP revelou que, segundo dados provisórios na área do Comando Metropolitano do Porto, houve este ano um aumento de 10,9% na criminalidade geral em relação ao ano passado, e uma redução de 8,4% na criminalidade violenta e grave.