Nova Feira Popular na zona do Jardim do Tabaco, diz Carmona Rodrigues

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou hoje que a nova Feira Popular deverá começar a funcionar em Maio ou Junho do próximo ano na zona do Jardim do Tabaco.

Agência LUSA /

O anúncio foi feito hoje pelo autarca lisboeta durante o debate sobre o estado da cidade na Assembleia Municipal de Lisboa, pondo assim fim às dúvidas sobre a futura localização do novo espaço de diversões da cidade, depois do encerramento, em Outubro do ano passado, da Feira Popular de Entrecampos.

Em declarações aos jornalistas, Carmona Rodrigues explicou que a Feira Popular irá ocupar uma área de 2,5 hectares entre a zona dos restaurantes do Jardim do Tabaco e Santa Apolónia, área administrada pelo Porto de Lisboa, e adiantou que o processo de instalação dos equipamentos deverá começar em Janeiro.

O novo parque de diversões deverá acolher os equipamentos já existentes no espaço de Entrecampos, mas o presidente da autarquia considera que "não deve acolher restaurantes e lojas, que não têm nada a ver com a Feira Popular".

"Teremos os equipamentos de diversão a que já estamos habituados, como o carrossel, carrinhos de choque, montanha russa, roda gigante e espaços para as pipocas, algodão-doce e farturas, mas não o conjunto de restaurantes" que existia em Entrecampos, disse.

O autarca sustentou que a hipótese do Jardim do Tabaco "é a melhor", mesmo em relação às outras possibilidades estudadas pela Câmara Municipal e que admitiam a transferência da Feira Popular para a zona do Parque da Bela Vista, em Chelas, próximo à Rotunda do Relógio ou mais a sul.

"Este espaço vai atrair mais gente e mais interesse e tem uma melhor acessibilidade", nomeadamente depois da extensão do Metro até Santa Apolónia, além de facilidades de estacionamento, afirmou.

Para Carmona Rodrigues, a localização junto ao rio Tejo é também uma vantagem: "insere-se bem na frente ribeirinha", considerou, sustentando que "as pessoas gostam de se aproximar da água".

A entidade que vai gerir o espaço ainda não foi decidida, nem a forma de exploração: "ainda está tudo em aberto".

Sobre o projecto, o vereador das Finanças, Fontão de Carvalho, afirmou que será ainda desenvolvido e será objecto de uma consultoria por especialistas, não existindo ainda estimativas de custos.

"Não será um investimento muito grande. Há que ter condições do espaço público e equipamentos de base e depois cada feirante é que terá de investir para colocar o seu equipamento", disse.

Quanto aos feirantes do parque de diversões, Carmona Rodrigues assegurou que receberão, pelo menos, a indemnização total de cerca de 10 milhões de euros, já acordada por uma comissão arbitral, mas admitiu que o valor das compensações possa ser ainda revisto.

"Independentemente da nova Feira Popular, a indemnização já está fixada, mas a Câmara já se mostrou disponível para rever o valor", afirmou aos jornalistas o vereador das Finanças.

Do montante decidido, os feirantes já receberam uma primeira tranche de 2,5 milhões de euros e até ao final do ano deverão receber mais um reforço, cujo valor Fontão de Carvalho não quis adiantar, mas sublinhou que a compensação depende da solução que for encontrada para o Parque Mayer.

"A resolução definitiva das indemnizações será no âmbito do protocolo do Parque Mayer", que prevê a criação de um fundo de investimento imobiliário que envolve o Banco Espírito Santo e a EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa.

Sobre o futuro dos feirantes de Entrecampos, o vereador disse que a autarquia "poderá acarinhar a ida (para o Jardim do Tabaco) daqueles que têm maior capacidade, que estiveram a trabalhar durante vários anos e que criaram condições para que possam ir para lá, mas têm de partir em concorrência" com os restantes comerciantes que ali queiram instalar-se.

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