Nova ronda negocial. Sindicato Independente dos Médicos com expectativas "muito limitadas"

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) tem "expectativas naturalmente muito limitadas" quanto à nova ronda negocial entre os profissionais e o Governo, esta quinta-feira.

RTP /
"Tivemos durante um ano um protocolo negocial com o Governo onde o SIM tudo fez para evitar que o grande descontentamento que existe na classe médica se concretizasse em greves" e, no entanto, a proposta de aumento salarial do Governo não correspondeu às exigências, lamentou o secretário-geral do sindicato, Jorge Roque da Cunha.

O sindicalista acredita que a proposta apresentada esta quinta-feira se vai manter nos 1,6 por cento de aumento salarial. "Tem sido o grande ponto de divergência", lembrou, em entrevista à RTP.

"A perda de poder de compra fez com que cerca de 1.100 médicos o ano passado rescindissem com o Serviço Nacional de Saúde", com "a consequência que todos os portugueses conhecem: o número de utentes sem médico de famílias, as cirurgias e consultas muitíssimo atrasadas", frisou.

O responsável acusou ainda o Governo de não falar da importância da saúde para os portugueses.
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