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Nova unidade de produção de antibióticos pronto daqui a um ano

Nova unidade de produção de antibióticos pronto daqui a um ano

O ministro da Saúde, Correia de Campos, lançou a primeira pedra da nova unidade de produção de antibióticos da Labesfal, em Santiago de Besteiros, Tondela, que deverá estar a funcionar no prazo de um ano.

Agência LUSA /

A nova fábrica, orçada em 15 milhões de euros (cinco milhões dos quais para equipamentos), destina-se exclusivamente à produção de cefalosporinas (a categoria de antibiótico mais procurada no mercado) e permitirá criar 50 novos pos tos de trabalho.

Jorge Amaral, administrador da empresa, justificou a necessidade do inv estimento com o facto de a actual unidade de produção de antibióticos (destinada às cefalosporinas e penicilinas) se encontrar no limite da capacidade de produç ão, funcionando em três turnos, sete dias por semana.

No primeiro ano, a administração estima produzir 30,5 milhões de unidad es, que aumentarão para 68,3 milhões no "ano cruzeiro", que deverá ser atingido no prazo de três ou quatro anos. Nessa altura, 90 por cento dessa produção dever á destinar-se à exportação.

No total dos mercados (hospitalar, dos medicamentos genéricos, para out ros laboratórios e exportação), a empresa prevê facturar em 2006 mais de 85 milh ões de euros. Quase nove milhões são referentes à exportação.

"Prevê-se que, com a nova fábrica em velocidade cruzeiro, o valor das e xportações seja superior àquele que é hoje o da facturação do mercado nacional", disse aos jornalistas o presidente da empresa, Francisco Braz de Carvalho.

Correia de Campos lembrou que o seu Ministério "tem vindo sistematicame nte a declarar que gostaria de passar dos 300 milhões de euros do valor das expo rtações nacionais de medicamentos para o dobro em três anos".

"Se toda a indústria farmacêutica fosse como esta empresa, nós provavel mente passaríamos para o triplo. Mas temos de ser realistas nas nossas metas", a firmou o governante, numa das poucas referências ao sector farmacêutico que fez durante o seu discurso de 15 minutos.

O ministro afirmou que "o mundo da globalização é complexo" e que este tem de "ser enfrentado com inteligência, atitude e imaginação", congratulando-se por o grupo internacional Fresenius Kabi ter decidido integrar, no ano passado, a Labesfal, onde instalou o seu Centro de Competência para Medicamentos Injectá veis.

"Escolheu um sítio onde havia óptimas condições, pessoal científico e d e nível superior e médio que pudesse ajudar a garantir a qualidade da produção", referiu.

Com a integração no grupo Fresenius Kabi iniciou-se um processo de inte rnacionalização da gama Labesfal para vários países da Europa e do mundo, sendo grande parte dos produtos antibióticos injectáveis, do grupo das cefalosporinas.

Francisco Braz de Carvalho afirmou que "a internacionalização não é ape nas uma opção, é uma necessidade vital" e apelou à autoridade do sector, o Infar med, que seja um parceiro activo, uma vez que, "num mundo tão regulamentado como o do medicamento", a internacionalização depende do registo dos produtos nos ou tros países.

"Sem a colaboração e empenho do Infarmed todo o investimento que estamo s agora a fazer será um fracasso total", alertou.

Segundo o responsável, o retorno do investimento da nova fábrica vai "d epender da velocidade com que o Infarmed consiga fazer essa internacionalização" . "Depositámos já há duas semanas o primeiro processo para iniciar o proc esso de internacionalização e estão a ser seguidos os `timmings` previstos, até agora não temos nenhum indicador de problema", contou.

Na opinião de Francisco Braz de Carvalho "o Infarmed está francamente m otivado, porque é uma das hipóteses que tem de ter o protagonismo ao iniciar um processo de registo, e não estar, como normalmente acontece, no final da cadeia, a registar aquilo que outros começam noutros países".

A Labesfal, que emprega actualmente 416 funcionários, começou nos anos 50, num laboratório de farmácia. Actualmente tem três unidades de produção, nomeadamente a de antibióticos, a de injectáveis e a de sólidos, líquidos e pastosos.

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