Novo ato de vandalismo nas portagens da Via do Infante

O vandalismo regressou esta madrugada à Via do Infante, no Algarve, com a destruição de uma caixa de passagem de cabos informáticos para ligação às novas portagens da autoestrada do Algarve. Trata-se do quarto incidente do mesmo género registado desde 8 de dezembro, dia em que foram introduzidas portagens na A22. A Comissão de Utentes da Via do Infante já lamentou mais este ato de "terrorismo" ao mesmo tempo que apela ao fim deste tipo de manifestação de vandalismo.

RTP /
Portagens da Via do Infante, no Algarve, foram de novo alvo de vandalismo Luis Forra/Lusa

Uma caixa de passagem de cabos que serve as portagens da Via Infante de Sagres, a autoestrada A22, na zona entre entre Olhão e Tavira, foi esta madrugada alvo de vandalismo.

Pela quarta vez registou-se um incidente do género desde que foram introduzidos portagens na autoestrada do Algarve a 8 de dezembro deste ano.

A sabotagem, que consistiu no corte de cabos do sistema informático, ocorreu entre as 5.00 e as 6.00 horas, no sentido Olhão - Faro, ao quilómetro 100, segundo referiu uma fonte da GNR que tomou conta da ocorrência estando a caixa a ser alvo de trabalhos de reparação já esta manhã.

A vandalização desta caixa ocorre 10 dias depois de uma outra, por onde passava fibra ótica, ter sido vandalizada por fogo junto ao nó de Boliqueime.

Quatro dias antes, a 13, desconhecidos incendiaram e dispararam tiros de caçadeira contra o pórtico instalado entre Algoz e Guia, provocando ferimentos ligeiros a um funcionário da concessionária Euroscut.

Na madrugada do dia anterior, dia 12, um pórtico de cobrança de portagens junto ao nó de Boliqueime, foi baleado e uma estrutura de apoio com meios informáticos foi incendiada naquele que constituiu o primeiro incidente do género.

Comissão condena ato de vandalismo

Já hoje a Comissão de Utentes da Via do Infante condenou mais este ato de vandalismo, tal como já o tinha feiro em relação aos outros incidentes.

A Comissão considera que o incêndio dos cabos informáticos do sistema de pagamento de portagens que se verificou é um ato de "terrorismo" e apela ao fim destas manifestações de discórdia por acreditar que não ajudam a resolver o problema.

José Domingos afirma que agora estão reunidas as condições para que a comissão vá para a rua pedir a suspensão das portagens porque garante que neste momento o movimento na A22 foi reduzido para 5% daquilo que tinha anteriormente, e que, dessa forma, mais vale fechá-la.
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