Novo Casino inaugurado entre fogo de artifício e chuva
O ministro da economia, Manuel Pinho, e o sócio maioritário da Estoril-Sol, Stanley Ho, inauguraram às 20:50 de hoje o Casino Lisboa, no Parque das Nações.
O momento de accionar a alavanca foi acompanhado por um espectáculo de fogo de artifício com uma explosão de papelinhos que cobriram o céu de brilho.
No momento da inauguração, Stanley Ho sublinhou que a abertura de um casino em Lisboa corresponde a "um sonho de querer dar à capital um equipamento turístico em que a cidade se possa entreter".
Stanley Ho e Mário Assis Ferreira, director do grupo Estoril- Sol, detentor da concessão do Casino Lisboa, foram os primeiros a entrar no novo espaço, onde foram recebidos pela personagem da saga Guerra das Estrelas "Darth Vader", enquanto no exterior dezenas de pessoas se encostavam à fachada de vidro do edifício para observar os pormenores da nova sala de jogo.
O magnata referiu que "há muitos anos" esperava a abertura deste casino, um equipamento que acredita que ajudará a combater a crise, por se dirigir ao mercado turístico.
Na opinião de Stanley Ho, o jogo deve ser apenas uma forma de entretenimento, pelo que os clientes só devem jogar o que podem pagar, defendeu.
"Neste novo espaço vão encontrar soluções originais jamais testadas" em outros casinos, sublinhou Stanley Ho, durante o discurso de inauguração, que proferiu num português por vezes incompreensível.
O responsável destacou que, à semelhança de outros equipamentos da Estoril-Sol, o novo casino "é um complexo multidisciplinar e um espaço onde a arte, o entretenimento, a gastronomia, a cultura, o espectáculo e os eventos sociais coexistem harmoniosamente com as áreas de jogos".
O discurso de Stanley Ho culminou a primeira parte da cerimónia de abertura do Casino Lisboa, que reuniu mais de 600 convidados numa tenda gigante transparente montada à porta do edifício projectado pelo arquitecto Fernando Jorge Correia.
Pelo espaço, decorado a branco, preto e vermelho, passaram dezenas de figuras públicas, entre políticos, como os ex-ministros Morais Sarmento, José Luís Arnaut e Rui Gomes da Silva, personalidades ligadas ao meio artístico, como o actor Raul Solnado e o apresentador Herman José, e empresários, como o presidente da comissão executiva da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa.
A animação ficou a cargo de um grupo de artistas franceses mascarados, que, depois de atravessarem o espaço ao som de sinos e badalos, passaram grande parte da noite suspensos no ar, a tocar diversos instrumentos, pendurados por uma rede presa a uma grua.
Uma das personalidades que não participou na abertura do Casino Lisboa foi o ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, que, enquanto presidente da autarquia lisboeta, foi responsável pela instalação deste equipamento na capital.
O ministro Manuel Pinho, que esteve presente na cerimónia em representação do primeiro-ministro, José Sócrates, destacou que o novo equipamento permitirá "lançar a economia" portuguesa, frisando que o Casino Lisboa será "bom para o turismo, um sector verdadeiramente estratégico", e que funcionará como "mais um chamariz para os turistas".
Manuel Pinho recordou que as receitas do casino "geram contrapartidas interessantes", uma parte das quais será utilizada na construção de um novo Museu dos Coches, no âmbito do programa "Belém Redescoberta", apresentado terça-feira pelo Governo e Câmara de Lisboa.
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, destacou também que o novo espaço irá proporcionar eventos culturais.
"A boa tradição do Casino Estoril tem mostrado que há uma grande aposta na cultura. Estamos certos que com o Casino Lisboa acontecerá o mesmo. Haverá aqui muito espaço para a cultura", afirmou a ministra.
Para o presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, este era um momento "bastante esperado", depois de a construção deste espaço ter passado por "vários trabalhos e várias vicissitudes", como o veto do ex-Presidente da República Jorge Sampaio, que impediu a instalação da sala de jogo no Parque Mayer.
"O Casino Lisboa vai constituir uma oferta muito rica de espectáculos, exposições e iniciativas culturais", destacou o autarca, sublinhando ainda que o equipamento será "uma alavanca de financiamento de projectos de interesse turístico e cultural para a cidade".
Para o presidente do município lisboeta, o novo casino, que conheceu várias hipóteses de localização, como o Parque Mayer e o Jardim do Tabaco, "fica bem junto ao rio Tejo e o Pavilhão de Portugal, numa zona nova e reabilitada da cidade".
Questionado sobre a recuperação do Parque Mayer, um dos projectos que será financiado pelas receitas do casino, Carmona Rodrigues referiu que "a partir de hoje Lisboa vai começar a beneficiar das contrapartidas", acrescentando que "actualmente o Parque Mayer está muna situação diferente da que estava".
"O Parque Mayer já é propriedade da Câmara de Lisboa e já tem uma alavanca de financiamento que não tinha no passado", frisou o autarca, adiantando que o projecto de reabilitação daquela zona "deverá começar ainda antes do final deste mandato".
Depois da abertura oficial do Casino Lisboa e da saída das pessoas da tenda, foi altura de limpar o espaço e prepará-lo para a chegada das mais de 600 personalidades que integravam o segundo grupo de convidados.