País
Novo coronavírus. Primeiros dois casos de infetados no Porto
São os dois primeiros casos de doentes infetados com o novo coronavírus em território nacional. São dois homens, um de 33 anos, outro de 60, cujas primeiras análises revelaram a infeção. Ambos os casos já foram confirmados em contra-análise pelo Instituto Ricardo Jorge.
São dois casos de infetados registados no Porto, sem indicação de relação entre eles. Ambos foram identificados ontem em dois hospitais, um no hospital de Santo António e outro no hospital de São João.
O homem é médico mas, de acordo com Marta Temido, esteve em Itália de férias, pelo que “não se trata de uma pessoa que tivesse estado em exercício profissional”, sem risco para o próprio ou de transmissão a pacientes.
Um dos casos, o primeiro a ser confirmado por uma nova análise pelo centro de referência para os testes ao novo coronavírus, é o de um homem de 60 anos que apresentou ligações epidemiológicas ao norte de Itália.
De acordo com a ministra da Saúde, no primeiro ponto de situação, apresenta um estado de “saúde estável”. Começou a apresentar sintomas no dia 29 de fevereiro e está no Centro Hospitalar Universitário do Porto.
O homem é médico mas, de acordo com Marta Temido, esteve em Itália de férias, pelo que “não se trata de uma pessoa que tivesse estado em exercício profissional”, sem risco para o próprio ou de transmissão a pacientes.
O segundo caso é o de um homem de 33 anos que esteve em Espanha, mais concretamente em Valência. A validação por parte do Instituto Ricardo Jorge chegou ao início da tarde desta segunda-feira.
O doente começou a sentir os primeiros sintomas a 26 de fevereiro e o seu estado de saúde é considerado estável. Está internado no hospital de São João.
A diretora-geral de Saúde reitera que agora vai ser feito um “trabalho de detetive” de segunda linha sobre os contactos diretos destes casos. As pessoas que estiveram em contacto com os homens infetados vão ficar em vigilância ativa e outras medidas serão tomadas consoante a análise caso a caso e em função do risco envolvido.
Agora, as autoridades tentam traçar a “história muito bem feita e esmiuçada” dos contactos próximos dos doentes infetados. Os mais próximos ficam em isolamento e, caso seja necessário, serão feitos testes.
No entanto, o cenário “não é o de fazer testes de forma generalizada”, dando o exemplo de Itália para argumentar que os testes feitos dessa forma pouco adiantaram no trabalho de evitar a propagação da doença.
No entanto, o cenário “não é o de fazer testes de forma generalizada”, dando o exemplo de Itália para argumentar que os testes feitos dessa forma pouco adiantaram no trabalho de evitar a propagação da doença.
Relativamente ao caso da passageira que seguia no domingo, no comboio internacional Sud Express, as autoridades de saúde adiantaram que está internada no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, a aguardar os resultados das análises.
Graça Freitas revela que no caso das pessoas que contactaram com o escritor Luis Sepúlveda, infetado com o novo coronavírus, estão em vigilância e que serão feitos testes caso isso seja necessário.
Fase de contenção continua
Graça Freitas argumenta que os dois casos não implicam um aumento do nível de prevenção em Portugal, continuando o país em fase de contenção. Ressalva que todas as orientações são dinâmicas e podem mudar a qualquer instante. Para já, a palavra de ordem é "tranquilidade".
Graça Freitas argumenta que os dois casos não implicam um aumento do nível de prevenção em Portugal, continuando o país em fase de contenção. Ressalva que todas as orientações são dinâmicas e podem mudar a qualquer instante. Para já, a palavra de ordem é "tranquilidade".
Os voos vindos de Itália vão, no entanto, passar a ter o mesmo tratamento que os três voos semanais para a China já tinham, de reforço de rastreabilidade de contactos e reforço da informação prestada aos provenientes dessas zonas de risco.
"Neste momento, foi já tomada a decisão de aplicar (o rastreamento) aos voos que são provenientes de áreas afetadas, já o tínhamos feito relativamente aos voos provenientes da China. Vamos alargar essa medida aos voos provenientes da Itália", disse Marta Temido.
SNS24 tem de ser o primeiro crivo
Tanto a ministra da Saúde como a diretora-geral da Saúde insistiram na necessidade do primeiro crivo ser sempre feito pela linha SNS 24 para as pessoas obterem informação e orientação sobre o que devem fazer.
A ideia é que as pessoas não vão aos hospitais ou centros de saúde, onde aumentam a probabilidade de contágio acrescido, até mesmo de profissionais de saúde.
Relativamente sobre quando será o pico da doença, Graça Freitas disse que ninguém pode saber quando irá acontecer dado o desconhecimento sobre este coronavírus. "Quem avança com alguma previsão está a especular", vincou.
Graça Freitas salientou que os coronavírus conhecidos neste século (SARS-CoV, MERS-CoV e Covid-19) tiveram todos comportamentos diferentes, o que faz com que as autoridades não tenham base de comparação.
Explicou ainda que a seguir à fase de contenção, seguir-se-á a fase de mitigar as consequências da epidemia, sublinhando que esta é a "primeira epidemia online", referindo-se à imprevisibilidade da atuação do vírus e à rapidez de um planeta globalizado.
O coronavírus tem “ondas”, refere Graça Freitas e chegará o tempo em que se terá de “aplanar a curva epidémica”.
O secretário de Estado da Saúde, António Sales, revelou que, em Portugal, há cerca de 2.000 quartos preparados, 300 quartos com pressão negativa e 300 lugares de cuidados intensivos.
Graça Freitas salientou que os coronavírus conhecidos neste século (SARS-CoV, MERS-CoV e Covid-19) tiveram todos comportamentos diferentes, o que faz com que as autoridades não tenham base de comparação.
Explicou ainda que a seguir à fase de contenção, seguir-se-á a fase de mitigar as consequências da epidemia, sublinhando que esta é a "primeira epidemia online", referindo-se à imprevisibilidade da atuação do vírus e à rapidez de um planeta globalizado.
O coronavírus tem “ondas”, refere Graça Freitas e chegará o tempo em que se terá de “aplanar a curva epidémica”.
O secretário de Estado da Saúde, António Sales, revelou que, em Portugal, há cerca de 2.000 quartos preparados, 300 quartos com pressão negativa e 300 lugares de cuidados intensivos.