Novo edfifício pronto em 2010 com apartamentos quase todos vendidos

Cascais, 01 Abr (Lusa) - Dois anos depois da demolição do Hotel Estoril-Sol, o edifício habitacional construído no local começa a ganhar forma e deverá estar pronto em 2010, sendo que mais de 90 por cento dos apartamentos estão vendidos.

© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

A cerca de um ano do "Estoril Sol Residence" estar concluído, fonte da empresa revelou à Agência Lusa que 92 por cento dos apartamentos já foram vendidos, sendo que os compradores dividem-se em estrangeiros e portugueses.

"Os mais caros foram os primeiros a ser vendidos, com um preço médio de 3 milhões de euros", esclareceu a mesma fonte, explicando que por vender estão os mais baratos, cujo preço rondará os 900 mil euros.

No entanto, ainda antes da obra arrancar já cerca de 65 por cento dos apartamentos haviam sido vendidos e nessa ocasião, o apartamento mais caro, de 3,7 milhões de euros, também já tinha sido comprado.

A obra, iniciada em finais de 2008, deverá estar concluída no início de 2010, cumprindo os prazos determinados aquando da aprovação do projecto.

O encarregado da empresa gestora do projecto e da obra, Jorge Paixão, garantiu à Lusa que "os objectivos iniciais não foram alterados e no primeiro semestre de 2010 o edifício estará concluído".

O responsável informou que a obra teve um atraso de dois meses, "devido a problemas com a água nas fundações", mas apesar disso "o tempo já foi recuperado na estrutura".

"Estamos a conseguir cumprir os prazos previstos no início, o jardim das traseiras já está feito e a ponte superior de ligação das duas torres será construída em Maio", disse Jorge Paixão, sublinhando que neste momento está a ser construído o andar modelo, numa obra que conta com cerca de 300 trabalhadores.

O "Estoril Sol Residence", projectado pelo arquitecto Gonçalo Byrne, começou a ser construído em inícios de 2008 em torno de várias polémicas, entre as quais a questão ambiental.

Um anos depois, a presidente do Grupo Ecológico de Cascais (GEC), Paula Mascarenhas, disse à Lusa que "o ideal seria não ter sido contruído nada, possibilitando a existência de um contínuo verde naquela zona".

"Quando o plano foi aprovado mostrámos o nosso descontentamento e o vereador garantiu que seriam tomadas medidas para preservar o Parque de Palmela e aumentar a sua área", disse Paula Mascarenhas.

"Cá estaremos para avaliar o que foi ou não cumprido no processo", acrescentou.

Por seu turno, o vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, salientou que "nada leva a crer que essas medidas não sejam tomadas".

"O que acho estranho é que não tenham demonstrado tanta preocupação, antes deste plano de pormenor ter sido aprovado", acrescentou o também vereador, responsável pelo Urbanismo, referindo-se à posição do GEC em relação ao Parque de Palmela, uma das áreas mais afectadas por esta construção.

O novo edifício, maioritariamente habitacional, é ainda alvo de desaprovação por parte da dirigente da GEC devido à "mudança do uso colectivo para o individual".

"Ao menos o hotel empregava muita gente e era procurado pelos turistas", referiu Paula Mascarenhas, sublinhando que o antigo hotel era uma "mais valia social e económica" e que o novo edifício "não tem aspectos positivos".

A esta questão, Carlos Carreiras respondeu que "o hotel não estava operacional e não tinha condições", adiantando que "existem vários projectos em curso para a construção de mais hotéis que reunem mais camas e em melhores condições".

O novo empreendimento resulta de um Plano de Pormenor para a Reestruturação Urbanística dos Terrenos do Hotel Estoril-Sol, aprovado pela Câmara Municipal de Cascais em 2006.

O "Estoril Sol Residence", composto por 111 apartamentos habitacionais, contempla três torres de vidro ligadas entre si por um bloco em forma de ponte, numa altura máxima de 60 metros e num total de 15 pisos a contar do solo, sendo que o piso zero, ao nível da Avenida Marginal, é destinado a escritórios e serviços.

Um parque de estacionamento com um total de 511 lugares todos em subsolo e a construção de um novo túnel de acesso ao Parque Palmela e ao paredão, são também características do novo edifício.

MZM/PJA.

Tópicos
PUB