Novo julgamento de Sócrates. "Abriu o teatro do absurdo"

Novo julgamento de Sócrates. "Abriu o teatro do absurdo"

Deveria ter tido início esta segunda-feira o julgamento por branqueamento de capitais, num caso que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês, datada de 2021. O início do julgamento foi adiado para 30 de outubro, para que o tribunal possa decidir questões prévias que podem pôr em causa a realização do julgamento. O antigo primeiro-ministro fala de "absurdo".

RTP / Adicionar como fonte informativa

"Abriu o teatro do absurdo", disse Sócrates aos jornalistas. "Os mesmos factos estão em discussão em dois tribunais diferentes", acrescentou, dizendo tratar-se de "uma violência e um arbítrio nunca visto. Eu, pelo menos, não me lembro disto". 

O ex-primeiro-ministro argumenta que ficam em causa as garantias do Estado de que uma pessoa não pode ser julgada duas vezes pelos mesmos factos. "Isto é uma sucessão de abusos, de violência, de arbítrio. São 13 anos nisto", garante.

A decisão de adiamento foi anunciada pelo juiz-presidente do coletivo, Rúben Vieira, na sequência de dois requerimentos apresentados na sexta-feira pela defesa de José Sócrates, sobre os quais o Ministério Público pediu um prazo de três dias para se pronunciar.

No processo, que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês, é ainda arguido o empresário Carlos Santos Silva, igualmente por branqueamento de capitais.
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