Novo presidente ARS Algarve "compreende" que hospital não avance de imediato
Faro, 21 out (Lusa) - O novo presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve "compreende" que o novo Hospital do Algarve não avance de imediato, apesar do défice de camas hospitalares da região.
Martins dos Santos, em declarações à Agência Lusa, afirmou que "é preciso gerir o pouco que temos da melhor forma" e, na área da saúde, deu o exemplo dos serviços hospitalares, cuja reorganização "é urgente" e deve ser "a grande aposta" do Ministério da Saúde.
Questionado sobre os constantes adiamentos na construção do novo Hospital do Algarve, Martins dos Santos disse compreender que, numa altura de grande constrangimento financeiro e económico, "não seja expectável" que o hospital avance de imediato, mas relembrou as palavras do ministro da Saúde numa visita a Faro, em agosto, onde reafirmou que esta obra era "uma prioridade nacional".
Martins dos Santos reconhece que "há um défice de camas hospitalares no Algarve" e considera que o novo hospital é uma necessidade para a população da região, mas também "para a população do resto do País", que visita o Algarve, bem como "para os turistas estrangeiros".
Até aqui chefe do serviço de cirurgia do Hospital Central de Faro, Martins dos Santos vai agora dirigir uma equipa também integrada por Ana Costa, médica de família no Centro de Saúde de Faro, e Miguel Madeira, técnico superior da Câmara de Loulé.
A equipa diretiva substitui Rui Lourenço, que quinta-feira renunciou ao cargo, e os vogais Eusébio Pacheco e Joaquim Ramalho.
Rui Lourenço disse à Agência Lusa que a renúncia teve lugar na sequência da informação, por parte do Ministério, de que não pretendia reconduzir a equipa por si liderada.
"Logo depois da tomada de posse deste Governo pusemos os nossos cargos à disposição, como é normal. Agora tivemos indicação de que já havia uma nova equipa. Ou nos demitíamos ou renunciávamos. Decidimos renunciar", disse.