Novo sistema de gestão de listas de espera arranca em 01 de agosto anunciou ministra da Saúde

Novo sistema de gestão de listas de espera arranca em 01 de agosto anunciou ministra da Saúde

O novo sistema de gestão de listas de espera no SNS arranca em 01 de agosto, altura em que será desativado o atual Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), anunciou hoje a ministra da Saúde.

Lusa /

"O calendário é dia 01 de agosto de 2026 para iniciarmos o processo de gestão de listas de espera e com a nova plataforma que tem uma série de desenvolvimentos", adiantou Ana Paula Martins, que está a ser ouvida na comissão parlamentar de saúde a pedido do Chega.

Em causa está o novo Sistema Nacional de Gestão do Acesso a Consultas e Cirurgia (SINACC), que vai substituir o SIGIC, e que, segundo a ministra, vai começar a funcionar pela gestão da lista de espera para cirurgia, avançando depois para as das consultas e dos meios complementares de diagnóstico.

Segundo a governante, este novo sistema começará a operar quando todos os hospitais estiverem dotados com a plataforma informática de informação que permitirá, através da inteligência artificial, alertar os administradores dos hospitais e diretores de serviço para situações relativas às listas de espera.

"No dia em que nós iniciarmos o SINACC, o SIGIC é desativado. É transferida toda a informação", adiantou ainda a ministra aos deputados.

Na audição parlamentar, Ana Paula Martins salientou que a produção cirúrgica adicional, feita fora do horário de trabalho normal das equipas para reduzir as listas de espera, é um "importantíssimo instrumento que vai continuar a existir no âmbito do SINACC".

A criação do SINACC é uma das medidas previstas no Programa do Governo e no plano de emergência e transformação da Saúde, aprovado pelo anterior executivo no final de maio de 2024, que prevê a extinção do SIGIC, que se encontra "tecnologicamente desatualizado".

Esta audição surgiu na sequência de uma auditoria da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) à atividade cirúrgica realizada em produção adicional e classificação de doentes, entre 2021 e o final do primeiro trimestre de 2025, por um dermatologista que recebeu cerca de 700 mil euros em três anos de cirurgias adicionais em Santa Maria.

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