Novo tipo de pão com baixo teor de sal é apresentado sábado em Guimarães
Porto, 15 Mai (Lusa) - A Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte (AIPAN) anunciou hoje um novo tipo de pão, rico em fibras e com baixo teor de sal, que responde às exigências da Sociedade Portuguesa de Hipertensão.
Segundo o presidente da AIPAN, o designado "PãoVida", a apresentar sábado em Guimarães, desenvolvido no âmbito do Dia Mundial da Hipertensão, resulta de uma mistura de vários tipos de farinha - trigo, integral e centeio - que lhe confere "uma maior riqueza, do ponto de vista nutricional, beneficiando de um decréscimo de 25 por cento de teor de sal".
"As características organolépticas do pão tradicional português, propriedades normalmente percebidas pelos nossos sentidos, foram integralmente respeitadas", garantiu António Fontes.
"A produção do PãoVida coloca alguns desafios técnicos do ponto de vista do seu processamento. O sucesso desta receita depende de um processo produtivo rigoroso", frisou.
A AIPAN desenvolveu "um novo tipo de farinha que configura as características da receita" e pretende estabelecer protocolos com operadores do sector das moagens com vista à produção de "uma mistura de farinhas, específica, que facilite a produção e evite a adulteração deste tipo de pão".
O objectivo é permitir que, em breve, os seus associados o possam disponibilizar para degustação nos seus estabelecimentos espalhados pelo Norte do país.
A sociedade Portuguesa de Hipertensão celebra o dia Mundial da Hipertensão em Guimarães com acções de sensibilização e rastreio, mas também com distribuição de amostras de uma refeição-tipo, na qual se integra o PãoVida.
As iniciativas vão decorrer sábado na Praça do Toural, uma das artérias mais movimentadas da cidade de Guimarães.
A hipertensão arterial é o principal factor de risco da doença cardiovascular e representa um dos maiores problemas de saúde pública em Portugal: cerca de 40 por cento dos portugueses adultos são hipertensos, mais de 50 por cento não têm a doença diagnosticada e apenas 11 por cento dos doentes estão controlados.
Segundo um estudo recente da Organização Mundial de Saúde, 14 por cento das mortes no mundo ocorrem devido a complicações associadas à hipertensão.