País
NRP Mondego. Marinha diz que falhas se devem a "baixos níveis de combustível"
Em comunicado, a Marinha revelou esta segunda-feira que o navio NRP Mondego não funcionou no dia 27 de março devido a falta de combustível.
De acordo com a Marinha, o NRP Mondego ia em direção às ilhas Selvagens quando "perdeu subitamente os dois geradores elétricos e os dois motores de propulsão". Garante no entanto que o navio esteve sempre em segurança e que já está operacional.
"O navio encontra-se operacional e a causa da paragem súbita de quatro motores diesel, dois geradores elétricos e dois propulsores, resultou de baixos níveis de combustível no tanque de serviço que alimenta os respetivos motores e geradores. Após a reposição de combustível no tanque de serviço os dois geradores e os dois propulsores arrancaram sem problemas", lê-se no comunicado.
A Marinha indica ainda que o navio voltou a navegar e explica que foram feitas averiguações necessárias para saber o que aconteceu com o NRP Mondego a 27 de março.
"O tempo que mediou a reposição do navio ao serviço deveu-se à necessidade de recolher evidências sobre as causas do incidente e registar o estado da plataforma. Este processo envolveu, desde logo, a necessidade de testar a qualidade de combustível de todos os tanques a fim de excluir a paragem destes por motivos de degradação do mesmo, o que levou o navio a estar inativo, sem geradores elétricos, dois dias", pode ler-se no comunicado.
No centro da polémica
Em março, o navio NRP Mondego fez as manchetes depois de 13 militares terem recusado embarcar para um missão de acompanhamento a um navio russo, alegando razões de segurança.
O episódio mereceu queixa da Marinha a Polícia Judiciária Militar e até uma reprimenda do Almirante Gouveia e Melo, tendo havido a instauração de processos disciplinares aos militares.
A defesa dos militares tem contestado de forma veemente a forma como os militares têm sido tratados e o Ministério Público suspendeu uma audição agendada para o dia 20 de março para analisar o processo com maior detalhe.
Em março, o navio NRP Mondego fez as manchetes depois de 13 militares terem recusado embarcar para um missão de acompanhamento a um navio russo, alegando razões de segurança.
O episódio mereceu queixa da Marinha a Polícia Judiciária Militar e até uma reprimenda do Almirante Gouveia e Melo, tendo havido a instauração de processos disciplinares aos militares.
A defesa dos militares tem contestado de forma veemente a forma como os militares têm sido tratados e o Ministério Público suspendeu uma audição agendada para o dia 20 de março para analisar o processo com maior detalhe.