Número de mulheres em cargos de liderança está a subir desde 2011

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Se são elas a liderar, as equipas são mistas. Eles preferem equipas exclusivamente masculinas. A banca tem o menor número de mulheres e as start-ups estão no extremo oposto. Veja os resultados do estudo.

Há mais mulheres hoje em cargos de gestão, liderança e direção de empresas do que em 2011. O número tem vindo a subir consistentemente desde esse ano até ao ano passado. É esta a conclusão da 7ª edição do estudo "Presença feminina nas empresas em Portugal", elaborado pela InformaDB e apresentado no ministério da Economia esta quarta-feira, 8 de março, dia internacional da mulher.
 
Em 2011, as mulheres representavam 31,9% nos cargos de gestão e em 2016 esse número subiu para 34,2%. Nos cargos de liderança, em 2011, a percentagem estava nos 22,9% e em 2016 o número cresceu para 28,6%. O crescimento também se verifica nas empresas cotadas em bolsa, diz o relatório, embora os números sejam inferiores. Em 2011, só 5,7% dos cargos de gestão nestas empresas eram ocupados por mulheres e, no ano passado, esse valor estava nos 11,9% -- quase o dobro.

31,4% das start-ups são lideradas por mulheres

Mas se nas grandes empresas o número não é superior a 15%, o mesmo não se pode dizer das pequenas empresas. É nas micro empresas que estão mais mulheres no topo: há 35% de mulheres nos cargos de gestão e 29,3% nos cargos de liderança.

Mais: quanto mais jovem é a empresa, mais mulheres tem em postos de topo. Quase um terço das start-ups são lideradas por mulheres.

Dentro do que se entende por "cargos de gestão e liderança" estão a presença na gerência da empresa, no conselho de administração, num cargo de direção executiva ou direção geral.
Homens escolhem homens, mulheres escolhem mulheres e homens
As escolhas para os cargos de topo também diferem consoante o género, revela o estudo da consultora. Quando as líderes são mulheres, há mais diversidade de género nas equipas de gestão e liderança. Os homens líderes, por outro lado, dão mais primazia a equipas exclusivamente masculinas. As equipas de gestão mista são assim a primeira opção das mulheres (57%) mas não a dos homens (40%).

Há ainda espaço para traçar as áreas em que a presença feminina em cargos de topo se destaca. Nos cargos de gestão e liderança, sagram-se vencedores os setores dos serviços, alojamento, restauração e retalho. No sentido oposto está a área dos seguros, com apenas 8,2% de mulheres naqueles cargos, e na última posição está a banca, com apenas 7,1% de mulheres. Foi nas direções de marketing e comunicação que se registou o maior crescimento na presença de mulheres.

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