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"O perigo mantém-se". Dezenas de pessoas deslocadas após derrocada na Costa da Caparica

"O perigo mantém-se". Dezenas de pessoas deslocadas após derrocada na Costa da Caparica

Uma nova derrocada numa arriba da Costa da Caparica soterrou três casas e obrigou à retirada de 30 moradores. A Câmara de Almada está a avaliar a situação em permanência.

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Filipe Amorim - Lusa

Pelo menos 30 pessoas foram retiradas das suas habitações, esta terça-feira, na Costa da Caparica, concelho de Almada, depois de um deslizamento de terras, na sequência do mau tempo, ter atingido três casas.

A derrocada, para a qual foi dado alerta às 1h15, atingiu três habitações da Rua Duarte Pacheco Pereira. As três habitações, cujos moradores já tinham sido anteriormente retirados pelas autoridades, foram afetadas com a entrada de terra nas divisões das casas.
Telejornal | 17 de fevereiro de 2026

Segundo a vereadora da Proteção Civil da Câmara de Almada, 23 dos 30 moradores foram acolhidos pela autarquia, enquanto os restantes sete encontraram outras soluções de alojamento.


"Este é o terceiro movimento de massas que verificámos", apontou a vereadora, Francisco Pereira, avisando que deverão ocorrer outras derrocadas no mesmo local.

Numa mensagem publicada na sua página da rede social Facebook, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, revelou que "equipas do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) já estão no terreno para avaliar os riscos futuros de desabamentos, com o secar das terras".

"O perigo mantém-se", alertou a autarca, frisando que o município está "em todas as frentes para evitar uma tragédia maior".



Assinalando que "as respostas de emergência são temporárias", Inês de Medeiros avisou que "não podem faltar medidas governamentais excecionais que garantam soluções definitivas de habitação, apoio à reconstrução e salvaguarda dos investimentos e postos de trabalho".

As operações de socorro mobilizaram os Bombeiros de Cacilhas, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Almada e a GNR, com um total de 16 operacionais, apoiados por seis veículos.

Desde o início das tempestades que assolaram o território português, o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão, com centenas de pessoas retiradas das suas habitações.

A vereadora da Proteção Civil da Câmara de Almada já avisou que algumas pessoas não vão poder regressas às suas casas, nomeadamente na Azinhaga dos Formosinhos, afirmando que “voltar é continuarem em persistente perigo”.

c/ Lusa
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