Obras no Largo Cândido dos Reis, em Santarém, vão durar até ao Verão
Os trabalhos no Largo Cândido dos Reis, em Santarém, deverão prolongar-se até ao Verão, um atraso de vários meses numa obra cujos incómodos e estrangulamentos do trânsito o presidente da autarquia promete corrigir em breve.
O estado em que se encontram os passeios, a aguardar calcetamento há meses, e a forma como se faz o atravessamento dos peões e a própria circulação automóvel têm gerado críticas reconhecidas pela autarquia.
O largo Cândido dos Reis é uma zona de grande circulação, devido à proximidade do centro histórico e ao facto de ali se situar a única estação de correios da cidade e um centro comercial.
O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Rui Barreiro (PS), disse à Agência Lusa que na próxima semana se vai realizar uma reunião no local entre os técnicos da autarquia e a equipa que fez o projecto, para serem feitas correcções à situação actual.
Contudo, o calcetamento dos passeios vai ter de aguardar pelo fim dos trabalhos arqueológicos que têm acompanhado as obras neste largo.
Isto porque, diz o autarca, o calcetamento só vai ser feito depois da instalação dos sistemas de electricidade (para os candeeiros) e de rega (para as árvores), o que, disse, "tem de ser feito em todos os passeios ao mesmo tempo".
"O atraso provocado pelos achados arqueológicos numa ponta de um passeio acaba por atrasar todo o largo e só quando forem concluídas as obras de rega e de iluminação será possível fazer a empreitada da calçada", disse o autarca à Lusa.
A própria circulação automóvel tem encontrado problemas na rotunda, entretanto baptizada de "ovalunda", estando a ser equacionado, por exemplo, o sentido do trânsito na Rua Pedro Santarém, que entronca na rotunda colidindo com o que provém da Avenida Afonso Henriques, provocando aí um dos maiores estrangulamentos.
A circulação deverá passar a fazer-se em sentido contrário naquela rua, disse Rui Barreiro.
A colocação de semáforos vai igualmente ser equacionada, tendo em conta, não só a passagem dos peões, mas também o trânsito que vem da Avenida Sá da Bandeira e que conflui na rotunda no mesmo ponto em que entra o trânsito da Avenida do Brasil.
Segundo assegurou, a situação das passadeiras de peões, em que as antigas convivem com as desenhadas provisoriamente, obrigando a paragens sucessivas dos automóveis, será resolvida com a colocação de "apenas uma passadeira em cada um dos pontos de passagem" e com a criação de condições para os deficientes motores.
Outra das alterações que está a ser equacionada é a localização do monumento ao capitão de Abril Salgueiro Maia, tendo em conta, por um lado, a proximidade da celebração do 25 de Abril (altura de romagem ao monumento que antes se encontrava na zona), e, por outro, a necessidade de colocar a estátua num local visitável, disse.
No projecto inicial, o monumento a Salgueiro Maia surgia no meio da grande rotunda que agora ocupa o largo (e cujo arranjo não tem data marcada), mas, segundo o autarca, estão a ser estudados dois locais alternativos, na mesma zona, tendo em conta o percurso feito pela coluna militar que saiu da Escola Prática de Cavalaria de Santarém para Lisboa na madrugada de 25 de Abril de 1974.
A autarquia optou por fazer a requalificação do Largo Cândido dos Reis aproveitando as obras de saneamento básico iniciadas no princípio do Verão de 2004, altura em que foram descobertas as primeiras sepulturas do cemitério islâmico de Santarém, que tem actualmente mais de 400 contabilizadas.
O alcatroamento das ruas, o calcetamento dos passeios e a colocação dos lancis são obras da responsabilidade da empresa que construiu o centro comercial naquele espaço, a Imocom, mas esta enjeita qualquer responsabilidade no atraso, tendo Alejandro Martins, presidente do grupo, assegurado à Lusa que o ritmo dos trabalhos tem sido ditado pela autarquia.