Oeiras Valley Science Festival. Um laboratório vivo de ciência e inovação

Oeiras voltou a ser palco da ciência e da criatividade com a realização do Oeiras Valley Science Festival, que decorreu até este domingo, no Taguspark. Um festival que teve a presença de milhares de alunos, através de visitas no âmbito escolar, o evento marca uma estreia com uma programação dedicada às áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática), tendo como tema central a Inteligência Artificial.

Nuno Patrício - RTP /
Foto: Oeiras Valley Science Festival

Organizado pela Câmara Municipal de Oeiras, em parceria com o Taguspark e promovido pela The Science Project, o festival pretende aproximar a ciência da comunidade, estimular vocações e promover o pensamento crítico nas novas gerações. A ciência no centro da educação e debate público
A autarquia de Oeiras quer preparar-se e preparar o cidadão para o futuro, ao apostar em eventos como este, reforçando a estratégia do municipio enquanto hub nacional de ciência e tecnologia. Para o Presidente da Câmara, Isaltino Morais, esta é uma forma de investir num futuro mais justo e sustentável através da educação científica.

“O Festival é reflexo de um compromisso com a inovação e o conhecimento. Queremos inspirar os jovens e prepará-los para os desafios do futuro”, destacou o autarca.

Um evento de divulgação e comunicação cientifica que esteve a cargo do professor e investigador Alexandre Quintanilha, que realça a importância de trazer a inteligência artificial para o centro do debate público.

“A IA é uma das forças mais transformadoras da atualidade. Ao discutir estes temas com os jovens, estamos a fomentar a curiosidade e a literacia científica”, afirmou.

Nos primeiros três dias, o festival foi especialmente dedicado às visitas escolares, com a participação de estudantes desde o pré-escolar até ao secundário, onde os jovens tiveram a oportunidade de construir robôs com materiais reciclados, revelar impressões digitais, observar o mundo ao microscópio, pedalar para gerar energia ou mesmo criar arte digital com recurso a algoritmos.

Um mundo cada vez mais digital, onde a Inteligência Artificial está cada vez mais enraizada.

As atividades contam com o apoio de entidades como a Ciência Viva, Science4you, Polícia Judiciária, Instituto Superior Técnico, entre muitas outras.



Os principais visitantes - e os mais curiosos - foram os alunos das escolas do concelho, como a Bárbara, de 13 anos.

"Este festival serviu para conhecer mais sobre ciências e a ideia surgiu por parte da nossa professora. Então achamos interessante e viemos, porque normalmente nós estamos aqui para aprender mais ciências. Entre nós queremos mais experiências com coisas mais físicas, com microscópios ou outras coisas". 

E quando perguntamos a estes jovens o que é a Inteligência Artificial, até podem não saber ao promenor o que é, mas o Rodrigo de 13 anos diz muito afirmativamente que a "IA é uma máquina de fazer tarefas", já a Maria Luísa, da mesma turma, pensa que a "IA constrói coisas que ainda não existem".

Quando se lhes pergunta se já recorreram à Inteligência Artificial, como o ChatGPT, a resposta é clara: "Sim! para nos ajudar nos trabalhos da escola, como PowerPoints ou pesquisar alguns assuntos". 

"Mas pode correr mal", diz Rita Maia de 12 anos, "porque se as pessoas não tiverem a mentalidade certa para a usar, pode correr mal". Contudo, admite que é "uma ferramenta que pode revolucionar o mundo".

Um mundo em constante mudança que a mente humana insiste em adaptar-se e que os mais novos podem e vão fazer a diferença neste globo cada vez mais digital e tecnologicamente mais rápido.


Esta iniciativa do Oeiras Valley Science Festival serviu também para debater ideias onde ciência e IA estiveram, de mão dadas, através de vários debates com investigadores, cientistas e atores da sociedade civil, que culminou num fim-de-semana aberto ao público, onde não faltaram atividades e muita mostra de ciência.

Um espaço de encontro entre o conhecimento e a comunidade, onde os jovens poderam sentir e imaginar o futuro, tendo ciência ao alcance das mãos.
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