Oito em 10 chamadas para o 112 (Madeira) são falsas

Pelo menos oito em cada dez chamadas para o número de telefone de emergência 112 na região da Madeira são falsas e a maioria d estas "são brincadeiras da autoria de adultos", disse à Lusa fonte da PSP-Madeira.

Agência LUSA /

O subintendente Gualter Gomes destacou hoje em declarações à Agência Lu sa que "a polícia tem meios técnicos para detectar a origem das chamadas, podend o autuar nos casos dos que "brincam" com o serviço, que podem ser responsabiliza dos criminalmente".

O responsável disse que existe registo, na Madeira, de "dois ou três ca sos de pessoas que utilizaram o 112 para denunciarem falsas ameaças de bomba", o que teve como consequência uma deslocação desnecessária de meios policiais.

Gualter Gomes afirmou que os "casos de crianças a brincar com o 112 são pontuais, pelo que a grande maioria até são adultos".

"É necessário sensibilizar as pessoas para o facto de que o 112 é um nú mero única e exclusivamente disponibilizado para urgências, quando há risco para a integridade física das pessoas ou é necessário uma resposta imediata de socor ro", destacou.

Segundo Gualter Gomes, "até existem situações que são de polícia, mas n ada têm a ver com emergências, pelo que as pessoas poderão utilizar o número ger al da PSP (291-208200)", aconselhou.

Referiu que os operadores que trabalham diariamente por turnos têm de f azer uma triagem das chamadas, estando sujeitos aos desgaste que é receber telef onemas que vão desde os pedidos de informações gerais, de reboques, pizzas, injú rias de pessoas embriagadas e muitas brincadeiras de mau gosto.

De acordo com os dados da PSP-M hoje divulgados pelo Diário de Notícias madeirense, os quatro operadores do 112 na Região recebem cerca de 500 chamadas por dia, mas apenas 67 merecem o devido encaminhamento para os serviços de urgê ncia - polícia ou Protecção Civil.

Nos primeiros oito meses, o 112 na Região registou 16.130 chamadas, num a média de 2.016 por mês, sendo 87 por cento falsos pedidos de socorro, uma médi a idêntica à registada a nível nacional (próximo dos 90 por cento).

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