País
Operação Espelho. Prisão preventiva para 13 dos 28 arguidos
O Tribunal de Cuba, no Alentejo, decidiu manter sete dos arguidos da Operação Espelho em prisão preventiva por tráfico de seres humanos no Alentejo. Já o Tribunal de Évora manteve seis.
Decisões adotadas após terem sido ouvidas as alegações dos advogados de defesa dos 28 detidos, oito mulheres e 20 homens, tanto de nacionalidade portuguesa como estrangeira, detidos na operaçãda Polícia Judiciária.
A operação decorreu no âmbito de combate ao tráfico de seres humanos. Há também indícios de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, angariação de mão-de-obra ilegal, extorsão, branqueamento de capitais e posse de arma de fogo, entre outros.
Os suspeitos integram alegadamente uma estrutura criminosa dedicada à exploração do trabalho de cidadãos imigrantes.
Devido ao elevado número de detidos, os trabalhos decorrem em três tribunais, oito em Évora e os restantes em Beja e em Cuba.
Em Évora, Juízo de Instrução Criminal decidiu, segundo a nota informativa do tribunal obstar ao perigo de fuga, de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa de seis dos suspeitos, indiciados pelos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal e angariação de mão de obra ilegal.
Aos outros dois detidos interrogados em Évora, pode ler-se no documento, o juiz de instrução criminal determinou a sua libertação, por falta de indiciação de crimes, e ficaram sujeitos a Termo de Identidade e Residência.
Já o juízo de instrução criminal do juízo de competência genérica do Tribunal da Comarca de Cuba, que interrogou os outros 20 detidos, determinou a prisão preventiva para sete, lê-se no documento do tribunal.
Outros 12 arguidos ficaram sujeitos à obrigação de apresentação periódica a efetuar três vezes por semana, proibição de se ausentar do país e proibição de contactos com os outros arguidos e vítimas.
Um dos detidos ouvido pelo Tribunal de Cuba não foi indiciado de quaisquer crimes, tendo saído em liberdade e ficado sujeito à medida de Termo de Identidade e Residência, revelou à Lusa fonte judicial.
Já o juízo de instrução criminal do juízo de competência genérica do Tribunal da Comarca de Cuba, que interrogou os outros 20 detidos, determinou a prisão preventiva para sete, lê-se no documento do tribunal.
Outros 12 arguidos ficaram sujeitos à obrigação de apresentação periódica a efetuar três vezes por semana, proibição de se ausentar do país e proibição de contactos com os outros arguidos e vítimas.
Um dos detidos ouvido pelo Tribunal de Cuba não foi indiciado de quaisquer crimes, tendo saído em liberdade e ficado sujeito à medida de Termo de Identidade e Residência, revelou à Lusa fonte judicial.
Rede de tráfico humano
Na terça-feira, a Polícia Judiciária cumpriu 78 mandados de busca nos concelhos de Cuba e Ferreira do Alentejo. Foram identificadas uma centena de vítimas de exploração, todas estrangeiras.A operação decorreu no âmbito de combate ao tráfico de seres humanos. Há também indícios de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, angariação de mão-de-obra ilegal, extorsão, branqueamento de capitais e posse de arma de fogo, entre outros.
As vítimas que eram angariadas na Índia, Paquistão, Moldova e Senegal vinham para Portugal trabalhar em explorações agrícolas no Alentejo.
Quase sem receber salário, os trabalhadores viviam em condições insalubres e eram vítimas de maus-tratos. Numa só casa chegavam a viver 20 pessoas e ainda tinham de pagar rendas de 300 euros por um colchão no chão.
A Polícia Judiciária adiantou que foram identificadas dezenas de vítimas. E acredita que há pelo menos uma centena de imigrantes vítimas de exploração.
com Lusa