Operação Natal e Ano Novo. 17 mortos em mais de seis mil acidentes

por Cristina Sambado - RTP
Manuel de Almeida - Lusa

A GNR e a PSP registaram 17 mortos e 84 feridos graves durante a Operação Natal e Ano Novo. Entre 20 de dezembro e a meia-noite registaram-se 6.630 acidentes rodoviários.

Em comparação com o ano passado, há a registar “menos acidentes, menos vítimas mortais, menos feridos graves e menos feridos leves”, afirmou Paulo Gomes, tenente-coronel da GNR, no Bom Dia Portugal.

“O que é muito positivo. As vítimas que registámos em acidentes graves, na sua maioria não se registaram nas vias com maior circulação nem no contesto das grandes viagens que é normal as famílias fazerem nesta quadra”, acrescentou.
  A maioria dos acidentes dos quais resultaram mortos foram registados em “estradas secundárias, arruamentos, dentro das localidades e alguns atropelamentos”.

Segundo o tenente-coronel Paulo Gomes, “grande parte dos acidentes deve-se a velocidade inadequada- excesso de velocidade – mas também à distração”.

“São duas áreas em que nós temos como proprietária a fiscalização. Que é a velocidade e a utilização de telemóveis”, realçou.

A GNR passou, durante a Operação Natal e Ano Novo, mais de 24 mil contraordenações, quase 1.500 excessos de álcool. “Um terço destes excessos de álcool foi registado na madrugada de passagem de ano”.

“Estes comportamentos não podem ser tolerados e contra eles continuaremos a trabalhar”, alertou tenente-coronel Paulo Gomes.
PSP destaca reação positiva dos condutores Entre 18 de dezembro e 5 de janeiro a PSP registou 2.960 acidentes, com sete mortos, 881 feridos, dos quais 27 graves. Em comparação com o mesmo período do ano passado, são menos acidentes, mais mortos e menos feridos graves.

Nuno Bogalho Carocha, Intendente da PSP, realçou que “as condições atmosféricas ajudaram, o facto de ter deixado de chover e as condições de condução estarem mais facilitadas”.

“Mas também estamos em crer que existe uma reação positiva, por parte dos condutores portugueses. É muito habitual nas nossas operações vermos as pessoas a deslocaram-se em carros cheios, em que normalmente o condutor é a pessoa escolhida do grupo para não beber protegendo assim todos. É um comportamento consciente”, sublinhou Nuno Bogalho Carocha no Bom Dia Portugal.
Comportamento mais correto dos condutores O presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária frisa que a diminuição do número de mortos e de feridos revela um comportamento mais correto por parte dos condutores.

Os resultados agregados mostram que houve, a nível nacional, mais 27 acidentes, menos mortos, menos feridos graves e menos feridos ligeiros. O que indicia que os portugueses estão a ter um comportamento mais correto na estrada”, realçou Rui Ribeiro no Bom Dia Portugal.

O presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária revelou que em comparação com 2018, há a registar “menos 30 por cento de atropelamentos, menos 10 por cento nas colisões e um aumento de 7,6 por cento nos despistes”.
“O comportamento das pessoas está mais razoável nestes três pontos de vista”.

Em relação ao consumo de álcool, Rui Ribeiro frisa que as “detenções diminuíram seis por cento”.

“Há um comportamento cada vez mais responsável dos condutores relativamente ao consumo de álcool. No entanto, o número de vítimas mortais com excesso de álcool no sangue mantém-se elevadíssimo. O álcool é muito responsável pelos acidentes rodoviários”, sublinhou.

O presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária recorda que “a sinistralidade tem várias vertentes, o comportamento dos condutores, os veículos que são cada vez mais seguros e as infraestruturas que cada vez perdoam mais umas asneiros que nós todos vamos acabar por fazer”.
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