Operação "Noite Branca" satisfaz advogados da família de segurança morto

Porto, 16 Dez (Lusa) - Uma advogada do escritório que representa a família de Ilídio Correia, um dos seguranças assassinados no Porto, saudou as detenções efectuadas hoje no âmbito da operação policial "Noite Branca", de combate ao crime associado à noite daquela cidade.

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"Esta actuação era aquela que se aguardava", disse à Lusa a advogada Sónia Carneiro, do escritório de João Nabais, que recentemente escreveu ao director nacional da PJ, Alípio Ribeiro, a exigir "medidas concretas" para esclarecimento da morte de Ilídio Correia.

Dessa carta seguiram cópias para os ministros da Justiça e da Administração Interna e ainda para o director da PJ/Porto, Vítor Guimarães.

A advogada, que disse dispor ainda de pouca informação sobre a operação "Noite Branca", alguma fornecida por irmãos de Ilídio, afirmou que aguarda "serenamente" o desenrolar da operação e acredita que se a polícia está a actuar "é porque tem indícios suficientes".

Sónia Carneiro já se tinha congratulado pela decisão do Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, de nomear a procuradora Maria Helena Fazenda, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, para dirigir e coordenar a investigação de todos os inquéritos relacionados com os homicídios e "alta violência contra pessoas" na noite portuense.

Ilídio Correia, alegado líder do grupo de seguranças de Miragaia, foi abatido a tiro a 06 de Dezembro, sendo a terceira de quatro vítimas da alegada guerra aberta entre grupos da noite.

Benjamim Correia, irmão do segurança assassinado, declarou ao site Portugal Diário que cinco pessoas assistiram ao homicídio do seu irmão e testemunharam à polícia.

"Venho a saber que o assassino do meu irmão está a 500 metros de minha casa e ninguém faz nada", acrescentou.

JGJ.


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