Oposição municipal em Oeiras defende encerramento do monocarril
A oposição de esquerda na Assembleia Municipal de Oeiras considerou hoje o monocarril Sistema Automático de Transportes Urbanos (SATU) do concelho um "elefante branco do ponto de vista económico e um empecilho político".
Na reunião da Assembleia Municipal de Oeiras, os deputados municipais do PS, BE e da CDU concordaram ainda na necessidade do encerramento do monocarril.
Na ordem de trabalhos da sessão constava a discussão do relatório de gestão e contas do exercício de 2004 do SATU Oeiras, o deputado socialista João Viegas classificou mesmo o SATU de "elefante branco", considerando "esta uma verdade que é difícil, se não mesmo impossível, de esconder".
O deputado socialista alertou ainda para o "mistério" que envolve o Sistema Automático de Transportes Urbanos, uma vez que "não há números sobre o número de passageiros ou o número de viagens".
"Sabemos que são poucos, mas continuamos sem saber quantos, o que faz prolongar o `mistério` que ronda em torno do SATU", frisou.
Para o deputado municipal da CDU Joaquim Portas, o SATU "devia acabar", já que se trata de "um corpo estranho no território de Oeiras e que só pode ser classificado como um monumento ao novo-riquismo".
"É urgente desactivar o SATU", disse Joaquim Portas, sublinhando tratar-se de um sistema de transportes que "não serve a ninguém, além de causar danos ambientais, bem como aos moradores que contestam o ruído provocado pelo sistema".
O Sistema Automático de Transporte Urbano de Oeiras é uma empresa municipal em que a Câmara de Oeiras detém 51 por cento do capital e a Teixeira Duarte 49 por cento e no exercício de 2004 teve um resultado negativo de 561.384,60 euros.
O projecto do SATU foi lançado ex-presidente da Câmara e agora candidato independente à autarquia Isaltino Morais.
As obras de construção do monocarril tiveram início em 2002, e o SATU foi inaugurado a 7 de Junho do ano passado, que liga Paço de Arcos e Oeiras, estando previsto o seu prolongamento até ao Tagus Park.