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Ordem dos Engenheiros perplexa com nomeação de enfermeiro para coordenar energias renováveis
Em comunicado, a Ordem manifesta "perplexidade" perante a nomeação de Fábio Teixeira, afirmando que a coordenação dos trabalhos desta estrutura "exige competências e experiência próprias de profissionais de engenharia".
O polémico despacho é assinado pelo presidente da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030), Manuel Nina, para quem o licenciado em enfermagem apresenta currículo académico e profissional que "evidencia o perfil adequado e demonstrativo da aptidão e experiência profissional necessárias para o desempenho das funções".
No mesmo despacho, publicado em Diário da República na segunda-feira, é anexada a nota curricular da qual não consta qualquer referência a formação na área da energia ou energias renováveis.Fábio Teixeira concluiu a licenciatura em enfermagem em 2018 e nos últimos dois anos trabalhou como adjunto ou especialista no gabinete da ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
A Ordem dos Engenheiros pede a "reavaliação imediata dos critérios" que sustentaram a nomeação para a coordenação da EMER 2030.
Em comunicado enviado aos meios de comunicação social, considera que a coordenação desta estrutura implica "elevadas exigências ao nível da responsabilidade técnica e da confiança pública" para além de "competências e experiência próprias de profissionais de engenharia, em particular de engenheiros eletrotécnicos e/ou engenheiros especialistas na área da energia, detentores de conhecimentos técnicos essenciais no domínio das energias renováveis e na gestão dos recursos energéticos nacionais".