Ordem dos Médicos criou Comissão para avaliar maternidades públicas

por RTP

Foto: João Marques - RTP

A Ordem dos Médicos criou uma Comissão para avaliar as condições de cerca de 50 maternidades públicas e privadas do país. Colégios de várias especialidades vão fazer um levantamento das necessidades para apresentar ao próximo Governo.

À RTP, o bastonário Carlos Cortes diz que o programa do atual executivo, nesta matéria, está a revelar-se um fracasso.

"Vai ser um estudo exaustivo, tanto pela sua dimensão, são 50 locais de nascimento, como também pela profundidade do estudo, mas a Ordem dos Médicos entendeu que, já que o Ministério da Saúde não faz adequadamente o seu trabalho nesta matéria, devia dar um contributo técnico-científico numa matéria extremamente sensível e que já está há demasiado tempo com graves dificuldades", disse Carlos Cortes à agência Lusa esta manhã.

Para o bastonário, o programa do Governo "está-se a revelar um absoluto fracasso" em termos de resposta na área da obstetrícia.

"Nós temos situações absolutamente dramáticas de não resposta, por exemplo, na grande Lisboa, no hospital São Francisco Xavier" que está a receber as grávidas do Hospital de Santa Maria, cuja maternidade está encerrada devido a obras.
Ordem irá enviar recomendações ao Ministério
O bastonário contou que esteve na quarta-feira num hospital de Leiria, "que está também a passar por uma situação dramática", em que de quinta-feira a domingo não tem resposta nesta área.

Foi perante este cenário que a Ordem dos Médicos decidiu criar "uma comissão, um grupo de trabalho, para fazer a avaliação das maternidades públicas e privadas do país" que é composta por vários colégios, nomeadamente de ginecologia-obstetrícia, anestesiologia, pediatria, neonatologia, e contará com o apoio da Universidade do Porto, porque vai haver também um estudo estatístico.

Segundo Carlos Cortes, irão ser avaliadas as condições físicas, técnicas e de recursos humanos das maternidades, para verificar quais são os problemas e apontar soluções, nomeadamente em termos de profissionais, saber quantos são necessários para o país e em que locais, e os meios técnicos tecnológicos que são necessários para fazer o acompanhamento das grávidas.

Após a conclusão do trabalho, a OM enviará um documento com as suas recomendações ao Ministério da Saúde para as implementar "se assim o entender".

c/ Lusa
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