País
Ordem dos Médicos quer adiamento de novo modelo informático de escolha de vagas do Internato
A Ordem dos Médicos quer que seja adiada a introdução de uma plataforma informática para a escolha do Internato Médico, argumentando que o sistema ainda não está devidamente testado em condições reais. Defende que antes de avançar, deve ser montado um plano de contingência já que uma falha pode ter implicações no futuro dos candidatos. O bastonário lembra “o que aconteceu recentemente noutras áreas deve servir de alerta", no que se pode ler como uma alusão ao processo conturbado dos exames nacionais. "Não podemos repetir erros", diz.
“O primeiro ensaio real não pode ser feito à custa do futuro de mais 2449 jovens médicos candidatos“, refere a Ordem em Comunicado.A estrutura representante dos médicos relembra que a plataforma informática foi criada de raiz para este procedimento específico da escolha da especialidade e local a onde se candidata.
“Embora tenha sido objeto de testes técnicos pontuais, nunca foi testada em condições reais de funcionamento, com os candidatos e sob a carga efetiva do processo”, insiste.
“A Ordem dos Médicos valoriza a modernização e a informatização da Administração Pública, mas sem lugar para precipitações, nem para soluções experimentais”, refere a estrutura, acrescentando que esta mudança surge já numa fase tardia do processo.
“Nenhum candidato pode perder uma vaga por uma indisponibilidade ou erro do sistema”, frisa a Ordem, exigindo que a Administração Central do Sistema de Saúde deve garantir, antes de avançar com o processo, que há um plano de contingência montado e “previamente testado que assegure a continuidade do processo perante qualquer falha informática” e evite “falhas graves que comprometam a formação médica”.
A Ordem diz que a “alteração do modelo numa fase tão avançada, sem um ensaio-piloto, é inaceitavelmente tardia” e defende que “uma mudança com este impacto não pode ser precipitada, rodeada de dúvidas e sem fiabilidade tecnológica, rastreabilidade e previsibilidade”.
O bastonário Carlos Cortes, citado no comunicado enviado às redações, enfatiza que “o que aconteceu recentemente noutras áreas deve servir de alerta. Não podemos repetir erros que prejudiquem médicos, serviços e doentes".
A Ordem lembra que a escolha do internato “é decisiva para o futuro profissional e pessoal de cada jovem médico. Define a especialidade e o local onde irá viver e trabalhar nos próximos anos. Determina também o preenchimento das vagas de formação nos hospitais e centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e no setor privado com idoneidade formativa, com impacto na organização dos serviços e na constituição das equipas”.
A presidente do Conselho Nacional do Médico Interno, Catarina Dourado, sustenta no comunicado que "não podemos estar tão próximos da implementação de um novo modelo com aspetos essenciais ainda por responder, e continuaremos a exigir os esclarecimentos necessários em defesa dos médicos internos."
A Ordem dos Médicos diz ter transmitido estas preocupações à ACSS e ao Ministério da Saúde e exigiu garantias adicionais. Solicitou ainda uma reunião de emergência com o Conselho Diretivo da ACSS, “que ainda aguarda resposta”.
A Ordem dos Médicos exige que os candidatos têm de receber informação clara e atempada sobre os lotes, os prazos, a divulgação dos resultados, a rastreabilidade das operações, o apoio técnico e os procedimentos de contingência.
“Embora tenha sido objeto de testes técnicos pontuais, nunca foi testada em condições reais de funcionamento, com os candidatos e sob a carga efetiva do processo”, insiste.
“A Ordem dos Médicos valoriza a modernização e a informatização da Administração Pública, mas sem lugar para precipitações, nem para soluções experimentais”, refere a estrutura, acrescentando que esta mudança surge já numa fase tardia do processo.
“Nenhum candidato pode perder uma vaga por uma indisponibilidade ou erro do sistema”, frisa a Ordem, exigindo que a Administração Central do Sistema de Saúde deve garantir, antes de avançar com o processo, que há um plano de contingência montado e “previamente testado que assegure a continuidade do processo perante qualquer falha informática” e evite “falhas graves que comprometam a formação médica”.
A Ordem diz que a “alteração do modelo numa fase tão avançada, sem um ensaio-piloto, é inaceitavelmente tardia” e defende que “uma mudança com este impacto não pode ser precipitada, rodeada de dúvidas e sem fiabilidade tecnológica, rastreabilidade e previsibilidade”.
O bastonário Carlos Cortes, citado no comunicado enviado às redações, enfatiza que “o que aconteceu recentemente noutras áreas deve servir de alerta. Não podemos repetir erros que prejudiquem médicos, serviços e doentes".
A Ordem lembra que a escolha do internato “é decisiva para o futuro profissional e pessoal de cada jovem médico. Define a especialidade e o local onde irá viver e trabalhar nos próximos anos. Determina também o preenchimento das vagas de formação nos hospitais e centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e no setor privado com idoneidade formativa, com impacto na organização dos serviços e na constituição das equipas”.
A presidente do Conselho Nacional do Médico Interno, Catarina Dourado, sustenta no comunicado que "não podemos estar tão próximos da implementação de um novo modelo com aspetos essenciais ainda por responder, e continuaremos a exigir os esclarecimentos necessários em defesa dos médicos internos."
A Ordem dos Médicos diz ter transmitido estas preocupações à ACSS e ao Ministério da Saúde e exigiu garantias adicionais. Solicitou ainda uma reunião de emergência com o Conselho Diretivo da ACSS, “que ainda aguarda resposta”.
A Ordem dos Médicos exige que os candidatos têm de receber informação clara e atempada sobre os lotes, os prazos, a divulgação dos resultados, a rastreabilidade das operações, o apoio técnico e os procedimentos de contingência.