País
Padre Vítor Feytor Pinto morreu aos 89 anos
Vítor Feytor Pinto, antigo coordenador nacional da Pastoral da Saúde, tinha 89 anos e morreu de doença prolongada.
"Faleceu esta manhã o nosso querido Padre Vítor Feytor Pinto, no Hospital da Luz", revela a Paróquia do Campo Grande.
Foi para tantos o amigo generoso, o companheiro de caminhada, o padre profundo e feliz e um homem de pensamento que deixa um legado extraordinário. As saudades são muitas, mas sabemos que ele olha por nós, envolvido na "ternura maravilhosa de Deus que nos acolhe", refere uma nota publicada no Facebook.
Presidente da República lembra "uma das figuras mais importantes"
Na página oficial da Presidência da República, lê-se que "desaparece uma das figuras mais importantes da Igreja Católica Portuguesa nos últimos cinquenta anos".
A nota sublinha que o padre Feytor Pinto: "Não precisou sequer de pertencer à Hierarquia para ter influência decisiva em momentos essenciais da afirmação da mensagem cristã, com uma constante visão de serviço e de futuro, ou para ajudar a estabelecer diálogos ecuménicos e a aplanar caminhos em paróquias, dioceses e plataformas de partilha, em momentos cruciais da vida comunitária, desde os anos 70".
Acrescenta que: "O Presidente da República homenageia ainda o Homem, o Mestre pela palavra e pelo exemplo, o Cidadão, o Português, apresenta os seus mais emocionados sentimentos aos seus familiares e recorda, em particular, uma muito antiga amizade, que os anos mais recentes tornaram ainda mais forte, com o acompanhamento próximo da via crucis, feita de amor à vida e de capacidade de resistir e de se reinventar, que o Padre Vitor Feytor Pinto demonstrou até ao último minuto da sua presença entre nós".
Na página oficial da Presidência da República, lê-se que "desaparece uma das figuras mais importantes da Igreja Católica Portuguesa nos últimos cinquenta anos".
A nota sublinha que o padre Feytor Pinto: "Não precisou sequer de pertencer à Hierarquia para ter influência decisiva em momentos essenciais da afirmação da mensagem cristã, com uma constante visão de serviço e de futuro, ou para ajudar a estabelecer diálogos ecuménicos e a aplanar caminhos em paróquias, dioceses e plataformas de partilha, em momentos cruciais da vida comunitária, desde os anos 70".
Acrescenta que: "O Presidente da República homenageia ainda o Homem, o Mestre pela palavra e pelo exemplo, o Cidadão, o Português, apresenta os seus mais emocionados sentimentos aos seus familiares e recorda, em particular, uma muito antiga amizade, que os anos mais recentes tornaram ainda mais forte, com o acompanhamento próximo da via crucis, feita de amor à vida e de capacidade de resistir e de se reinventar, que o Padre Vitor Feytor Pinto demonstrou até ao último minuto da sua presença entre nós".
"Não posso dizer não a ninguém"
Vítor Francisco Xavier Feytor Pinto, nasceu a 6 de Matço de 1932 em Coimbra, mas em criança mudou-se para Castelo Branco onde o pai fundou um colégio. Aos 10 anos ingressou no Seminário no Fundão, certo da vocação sacerdotal. Foi ordenado na Diocese da Guarda a 10 de julho de 1955, tendo ficado ligado à divulgação do Concílio Vaticano II no Movimento ‘Por um Mundo Melhor`.
Licenciado em Teologia Sistemática e Mestre em Bioética, foi admitido em novembro de 2005 pelo papa Bento XVI entre os membros da Família Pontifícia, nomeando-o seu capelão, com o título de Monsenhor.
Desenvolveu trabalho na Ação Católica e dedicou-se à vivência do 25 de Abril, recordando sempre a forma "serena", mas "interventiva" como a Igreja Católica viveu a queda do regime, de acordo com a Agência Ecclesia.
"A Igreja em Portugal nesse momento ficou com uma grande paz, porque o que aspirava era que se encontrasse uma solução para um país que estava em rutura profunda", disse o padre Feytor-Pinto.
Promoveu a defesa dos direitos fundamentais e estimulou o diálogo com a sociedade civil.
O padre Feytor Pinto foi responsável pela paróquia de Campo Grande, no Patriarcado de Lisboa, e coordenou, durante vários anos, a Pastoral da Saúde em Portugal.
Destacou-se como Assistente Nacional e Diocesano da Associação Católica de Enfermeiros e Profissionais de Saúde (ACEPS), Assistente Diocesano dos Médicos Católicos e Assistente Diocesano da Associação Mundial da Federação dos Médicos Católicos (AMCP).
Destacou-se como Assistente Nacional e Diocesano da Associação Católica de Enfermeiros e Profissionais de Saúde (ACEPS), Assistente Diocesano dos Médicos Católicos e Assistente Diocesano da Associação Mundial da Federação dos Médicos Católicos (AMCP).
Fundou do Movimento de Defesa da Vida, em Lisboa.
Desenvolveu o programa de combate à toxicodependência - Projeto Vida.
No livro-entrevista ‘A Vida é sempre um valor’, lançado pelas Paulinas, o padre Feytor Pinto explicava a sua fé na "vida para além da vida".
"O mistério da morte é um tempo de passagem, mas a nossa razão de ser é a vida. Aqui temos de dá-la a conhecer, para que toda a gente sinta que não é destruída pela morte. Nem a morte nos destrói. Acredito profundamente nisto", afirmava.
"Não posso dizer não a ninguém" era uma das frases mais proferidas pelo sacerdote. O livro passa revista a 60 anos vida do sacerdote.
"Eu sei que a Igreja tem de estar metida dentro do mundo, portanto eu tenho de servir a Igreja, servindo o mundo. E aí, o meu grande vade-mécum é a ‘Gaudium et Spes’: dignidade humana, comunidade humana, atividade humana e família, vida socioeconómica, cultura, política, paz. É muito simples: os grandes valores estão sempre cá dentro, não posso sacrificá-los, nunca", sublinhava o padre Feytor Pinto.