Página do movimento `Direito a morrer com dignidade` desativada no Facebook

| País

O movimento cívico `Direito a morrer com dignidade` denunciou hoje que a sua página na rede social Facebook foi desativada, não conseguindo resolver o problema ou obter qualquer justificação, a quatro dias da votação sobre eutanásia no parlamento.

"Foi mesmo apagado, sem qualquer tipo de notificação do Facebook. Já estamos há cerca de quatro horas a tentar e não se consegue resolver ou obter qualquer explicação", disse à Lusa Bruno Maia, é um dos coordenadores do movimento cívico.

O médico Bruno Maia explicou que o Facebook está a tratar o caso como uma página que foi apagada e não suspensa, frisando que a suspensão pode ocorrer em casos de denúncias em massa.

"Existia um vídeo com meio milhão de visualizações e desapareceu de todos os links onde estava embebido, mesmo das nossas páginas pessoais", explicou, salientando que o movimento pugna pela despenalização da morte assistida e que se está a poucos dias de debater e votar no parlamento sobre a eutanásia.

Gilberto Couto, também do movimento cívico, explicou que o caso foi detetado quando os elementos tentaram hoje atualizar a informação na página na rede social.

"Percebeu-se que a página não existia e, apesar de várias tentativas, ainda não se conseguiu recuperar. Não fomos informados de nada pelo Facebook e não nos deram qualquer explicação", afirmou à Lusa.

A agência Lusa contactou o Facebook, mas até ao momento não foi possível obter qualquer esclarecimento.

Os quatros projetos de lei para despenalizar e regular a morte medicamente assistida em Portugal vão ser debatidos e votados, na generalidade, na terça-feira, na Assembleia da República.

Nas bancadas do PSD e do PS, que no total somam 175 dos 230 deputados, haverá liberdade de voto.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) foi o primeiro a apresentar um projeto, ainda em 2017, seguido pelo BE, pelo PS e o Partido Ecologista `Os Verdes` (PEV).

Todos os diplomas preveem que só podem pedir, através de um médico, a morte medicamente assistida pessoas maiores de 18 anos, sem problemas ou doenças mentais, em situação de sofrimento e com doença incurável, sendo necessário confirmar várias vezes essa vontade.

PSD e CDS-PP já admitiram, no passado, a realização de um referendo sobre o tema da morte medicamente assistida, hipótese que o PS afasta claramente.

O novo presidente do PSD, Rui Rio, é, pessoalmente, favorável à despenalização da eutanásia e contra o referendo, embora admita que o partido discuta a questão da consulta popular. O PCP ainda não tomou posição sobre esta matéria.

Tópicos:

Anis, Facebook,

A informação mais vista

+ Em Foco

Uma semana após a extinção do incêndio de Monchique, a televisão pública esteve no barlavento algarvio com uma emissão especial sobre o cíclico flagelo dos incêndios e as alterações climáticas.

    Fãs de Aretha Franklin homenagearam a icónica cantora norte-americana em várias cidades dos Estados Unidos. A rainha da Soul morreu na manhã de quinta-feira na sua casa em Detroit.

      Uma parte central da Ponte Morandi, em Génova, Itália, desabou na manhã de terça-feira durante uma tempestade. Morreram dezenas de pessoas.

        Há uma nova rota turística pela cidade de Lisboa, baseada em memórias de lisboetas mais antigos. São beneficiários da Associação Mais Proximidade Melhor Vida.