EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Pais dos alunos da Escola Portuguesa de Macau querem falar com Sampaio

Pais dos alunos da Escola Portuguesa de Macau querem falar com Sampaio

A Associação de Pais da Escola Portuguesa de Macau quer "sensibilizar" Jorge Sampaio para os benefícios da internacionalização dos currículos da instituição e vai tentar reunir-se com o Chefe de Estado quando da sua passagem por Macau.

Agência LUSA /

Em declarações à agência Lusa, José Oliveira Paulo, eleito presidente da direcção da associação na noite de sexta-feira, disse que a nova direcção pretende encetar com vários responsáveis, entre os quais o chefe de Estado português, para sensibilizar quem de direito para a importância da internacionalização dos currículos da escola.

"Pensamos ser importante que a escola prepare alunos, não só para entrarem directamente nas universidades de Macau e de Portugal, mas também de outros países ou regiões sem que para tal os alunos tenham de efectuar exames de aptidão", disse.

Por isso, e tendo em conta a actual situação política portuguesa e aproveitando a visita de Jorge Sampaio à República Popular da China, incluindo Macau, a Associação de Pais vai tentar um contacto com Jorge Sampaio para o inteirar dos problemas e apresentar as suas opiniões.

A internacionalização dos currículos, ou a sua concepção de forma a abrir horizontes que não se limitem a Portugal ou Macau, é um dos temas que tem vindo a ser debatido nos últimos anos a par da introdução da língua chinesa.

Se o ensino da língua chinesa é um tema que está praticamente assente para entrar em vigor no próximo ano lectivo, já um novo formato da aprendizagem das várias matérias não tem sido estudado para além da componente que prevê a introdução da língua chinesa com o ensino do inglês a partir do primeiro ano do ensino básico para os alunos que prefiram continuar numa via de ensino idêntica a Portugal.

Outra das questões que preocupa a direcção liderada por Oliveira Paulo é a mudança de instalações para a ilha da Taipa, um processo desencadeado com a manifestação do desejo do magnata do jogo Stanley Ho em ficar com os terrenos onde funciona o estabelecimento.

Sem abordar a questão do processo da mudança de instalações, já que os terrenos onde funciona a escola são propriedade do Governo de Macau, José Oliveira Paulo pretende apenas garantir que a nova escola não fique localizada "num ermo sem referências urbanas que possam no futuro causar outros problemas, como a segurança e transportes".

"Não há qualquer problema em transferir a escola para a ilha da Taipa, como se fala, mas há que ter em consideração que o local não pode ser um ermo sem quaisquer referências para os alunos", disse.

A nova direcção tem um mandato de dois anos e conta com António Correia da Silva como presidente da mesa da Assembleia-geral e Joaquim Pires Machial como presidente do Conselho Fiscal.

PUB