Paredão de Cascais tem pavimento a ceder, faltam bancos, papeleiras e sanitários
O presidente da Associação dos Amigos do Paredão acusou hoje a Câmara de Cascais de ter abandonado aquela infra-estrutura, onde faltam bancos, papeleiras e casas de banho e cujo pavimento está a ceder em vários locais.
"Parece que há um abandono do paredão. É uma situação que não tem explicação", disse à Lusa o presidente da Associação dos Amigos do Paredão, João Almeida Santos.
Segundo o dirigente, "há vários locais onde o pavimento cedeu, que não sendo situações trágicas devem ser reparadas sobretudo tratando-se de uma obra recente e caríssima".
As obras de requalificação do Paredão, concluídas no início da época balnear, a 01 de Junho de 2005, custaram 500 mil euros.
"A situação mais perigosa é no Monte-Estoril em que a cedência do pavimento fez com que o apoio do gradeamento ficasse levantado e em risco de cair", apontou João Almeida Santos, que quinta-feira deverá ser substituído na presidência da colectividade pela única lista concorrente às eleições da direcção, liderada por João Rodrigues dos Santos.
Os Amigos do Paredão alertam ainda para a falta de bancos, de sombras - "que fazem muita falta à população mais idosa" - e de papeleiras e afirmam que as casas de banho "quase nunca funcionaram".
A associação considera que o paredão, que classificam como "a sala de visitas de Cascais", devia ter um responsável designado pela Câmara que zelasse pela sua manutenção.
Contactada pela agência Lusa, fonte municipal esclareceu que "há cerca de dois meses a Câmara detectou abatimentos e comunicou ao empreiteiro [a Somague] porque a obra ainda está dentro da garantia".
A construtora ainda não descobriu a causa das cedências e, depois de "tentar resolver o problema à superfície", no Monte Estoril, teve necessidade de realizar obras mais complexas, acrescentou a mesma fonte.
A conclusão dessas obras não tem data definida por não se conhecerem as causas que levam aos abatimentos, acrescentou.
Em relação às papeleiras, a autarquia garantiu que serão colocadas na próxima sexta-feira e que, em relação às casas de banho, "está a ser negociado um acordo com os concessionários das praias para se fazer a gestão desses espaços".
"As casas de banho não podiam estar abertas sem estar assegurada a sua manutenção", frisou.
Ao abrigo de um acordo assinado sexta-feira, a autarquia vai passar a partilhar competências com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) na preparação de concursos públicos para atribuir "títulos de utilização de apoios de praia, bem como dos equipamentos e actividades de todas as concessões atribuídas em Domínio Público Marítimo, no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira".