Parque de Campismo da Figueira da Foz estranha conclusões de estudo da Deco

A administração do Parque de Campismo da Figueira da Foz estranhou hoje as conclusões da DECO que recomenda o seu encerramento, garantindo ter certificação da Protecção Civil e plano de evacuação e segurança contra incêndios.

Agência LUSA /

"É muito estranho esse estudo aparecer nesta altura. O parque está certificado pela Protecção Civil e Bombeiros, fizemos tudo o que nos pediram", afirmou hoje à agência Lusa Bruno Reis, administrador da empresa Vendárea, concessionária do parque.

A associação de consumidores DECO alertou hoje para a insegurança em parques de campismo portugueses, considerando que apresentam risco de incêndio elevado e em caso de emergência é difícil usar as saídas.

A DECO visitou anonimamente 20 parques, entre Julho e Agosto de 2005, e todos "chumbaram" por apresentarem falhas de segurança graves, recomendando mesmo o encerramento para obras de cinco, entre os quais o da Figueira da Foz.

Aos cinco parques em causa a DECO dá nota má ou medíocre nos quatro critérios avaliados: evacuação, segurança contra incêndios, risco de ferimentos e riscos externos (proximidade de estradas, linhas de alta tensão, entre outros).

O parque de campismo municipal da Figueira da Foz fica na zona Noroeste da cidade, estando localizado há décadas numa área florestal - terreno de morfologia irregular - que, devido à expansão urbanística, está rodeado de zonas habitacionais e uma superfície comercial, nomeadamente a nascente e poente.

Apesar de afirmar não conhecer o estudo, Bruno Reis contesta as conclusões, garantindo que o parque da Figeuira tem plano de evacuação e equipamento de segurança contra incêndios "devidamente homologado e certificado".

"Isto não é um terrapleno. Não tinha plano de evacuação quando cá chegámos (a empresa assumiu a gestão do parque de campismo em Fevereiro de 2004). Fizemos um que foi acompanhado e devidamente certificado pela Protecção Civil" sustentou.

Entre os melhoramentos efectuados contam-se, nomeadamente, segundo o administrador, a abertura de um novo portão de emergência a Norte, com acesso a uma estrada municipal.

"O parque não tinha e fizemos um" refere, sublinhando que existem outros dois portões (a Leste e Sul) "renovados para permitir a entrada dos camiões dos bombeiros" disse.

A empresa procedeu, igualmente, à requalificação e limpeza da área do parque, (copas de árvores e coberto florestal) e à instalação de um maior número de extintores, mangueiras e bocas-de-incêndio.

A abertura de um novo caminho, no lado poente, fronteiro à superfície comercial, permitindo que viaturas pesadas "possam circular o perímetro do parque" foi outros dos melhoramentos apontados por Bruno Reis.

O administrador relembrou ainda o incêndio florestal que chegou a ameaçar a área urbana da Figueira da Foz, em Outubro de 2005 e que evolui a Norte do parque de campismo e perto deste.

"Houve aqui o fogo e o parque foi evacuado num instante. As próprias estradas são escapatórias e permitem o acesso aos bombeiros", concluiu.

A agência Lusa tentou ouvir, sem sucesso, o presidente da Câmara da Figueira da Foz sobre este assunto.

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