País
Parque Nacional Peneda-Gerês. Ambientalistas contestam Volta a Portugal na Mata de Albergaria
A diretora Regional do Norte do ICNF afirma que a autorização dada é um parecer fortemente condicionado e que a realização da prova no Parque Nacional promove a área protegida.
Ouvida pela rádio pública, Alexandra Azevedo, presidente da Quercus, diz que há outras formas de promover os valores naturais com menos impactos e que a "sensibilização pode ser feita com outros percursos dentro do Parque".
Para a Quercus, as restrições impostas, entre as quais a proibição da presença de público nos setores mais sensíveis, a limitação dos veículos de apoio e a exclusão de meios aéreos e de amplificação sonora, poderão reduzir alguns dos impactes.Alerta no entanto, que não resolvem a questão fundamental: "A realização de uma competição desportiva de dimensão nacional, acompanhada por uma extensa comitiva e por toda a logística inerente ao evento, na área ecologicamente mais sensível do único Parque Nacional português.
A Associação ambientalista diz que a Mata de Albergaria integra áreas de proteção parcial de tipo I e é ladeada, em parte do percurso, por áreas de proteção total.
"Se há área natural em Portugal que precisa, e merece, beneficiar de máxima proteção é esta Mata, um dos últimos redutos do nosso bosque original", defendem os ambientalistas.
E acrescenta que a autorização suscita igualmente dúvidas quanto à sua compatibilidade com o Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG): "a pressão automóvel e turística que a Mata de Albergaria já suporta deveria justificar medidas de redução e ordenamento do trânsito, e não constitui argumento de justificação para a realização de novos eventos de grande dimensão", defende a Quercus.
ICNF diz que prova promove parque nacional
A diretora Regional do Norte do ICNF Sandra Sarmento, diz que a autorização dada é um parecer fortemente condicionado e com restrições: "Na área que atravessa a Mata de Albergaria não haverá público, não haverá meios de filmagens, não haverá emissão de ruidos; as viaturas de apoio serão reduzidas ao minimo indispensável". Não está previsto também que haja qualquer tipo de áreas de abastecimento. Será apenas a passagem de ciclistas com as viaturas de socorro e de apoio minimamente indispensáveis para garantir aquilo que é o cumprimento das regras da prova" acrescenta.
Quanto às mais valias que o evento pode ter para esta zona protegida, Sandra Sarmento diretora Regional do Norte do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas responde que têm "articulado com a Federação aquilo que será uma possibilidade para promover o Parque, os valores naturais (...) É de facto a prova mais relevante em termos nacionais e que tem uma projeção internacional. Tem a possibilidade de promover esta Área protegida, de passar mensagens relevantes sobre a importância da biodiversidade, da conservação da natureza, deste Parque Nacional e da totalidade da Rede Nacional de Áreas Protegidas, sensibilizando o público" explicou.
Quanto às mais valias que o evento pode ter para esta zona protegida, Sandra Sarmento diretora Regional do Norte do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas responde que têm "articulado com a Federação aquilo que será uma possibilidade para promover o Parque, os valores naturais (...) É de facto a prova mais relevante em termos nacionais e que tem uma projeção internacional. Tem a possibilidade de promover esta Área protegida, de passar mensagens relevantes sobre a importância da biodiversidade, da conservação da natureza, deste Parque Nacional e da totalidade da Rede Nacional de Áreas Protegidas, sensibilizando o público" explicou.