País
Patriarcado refuta acusações de burla na Cáritas Diocesana de Lisboa
Em comunicado divulgado na tarde de sábado, o Patriarcado de Lisboa afirma que foram divulgados os "quantitativos distribuídos" no relatório trienal correspondente ao período 2014-2016, indicando um conjunto de "encargos permanentes com o funcionamento dos seus serviços e o pagamento dos respetivos profissionais".
A instrituição acrescenta que no relatório estão especificados "os projetos sociais para o futuro próximo" da Cáritas Diocesana de Lisboa.
Em semana de peditório da instituição, o programa Sexta às 9 da RTP revelou que a Cáritas Diocesana só aplica 16 por cento dos donativos que recebe. A reportagem remete para uma herança de três milhões de euros deixada por uma benemérita que incumbiu três amigos de cumprirem a última vontade.
Zulmira Silva é católica praticante, mas há quatro anos que trava um alegado braço de ferro com a Cáritas e o Patriarcado de Lisboa porque quer cumprir aquilo que diz ser um dever de consciência, entregando os três milhões aos pobres de Lisboa. Mas até hoje nunca lhe garantiram que a fortuna terá esse fim.
As alegações já originaram uma investigação por burla qualificada, acrescenta a reportagem.
Também o jornal Público afirmou que a Cáritas Diocesana de Lisboa tem pelo menos há dez anos mais de dois milhões de euros em depósitos bancários, aos quais acrescem cerca de 320 mil euros investidos em obrigações.
"Toda a disponibilidade"
O presidente da Cáritas Diocesana de Lisboa, José Frias Gomes, admitiu já que a instituição tem uma reserva financeira, explicando que esta se destina a assegurar financiamentos quando os valores dos donativos não cheguem para as necessidades.
O comunicado do Patriarcado refere que os quantitativos divulgados no relatório são "superiores ao que tem aparecido nalguma comunicação social".
E acrescenta: "Em relação à demora na execução de uma herança a confiar à Cáritas Diocesana de Lisboa, reafirma-se que, da parte da instituição, assim como do economato diocesano, permanece toda a disponibilidade para dar garantias de ser cumprida a vontade da doadora, sob a natural responsabilidade da Cáritas Diocesana".
O Patriarcado manifesta-se convicto de que a "leitura do relatório certamente esclarecerá os interessados sobre o trabalho da Cáritas Diocesana de Lisboa, bem como sobre a razão pela qual a sua direção mantém alguma reserva financeira: garantir a sustentabilidade dos serviços e a prossecução de projetos sociais relevantes".
O texto termina lembrando que o caso "se refere exclusivamente à Cáritas Diocesana de Lisboa e não à Cáritas Portuguesa ou às outras Cáritas Diocesanas, instituições autónomas ao serviço da causa comum".
Em semana de peditório da instituição, o programa Sexta às 9 da RTP revelou que a Cáritas Diocesana só aplica 16 por cento dos donativos que recebe. A reportagem remete para uma herança de três milhões de euros deixada por uma benemérita que incumbiu três amigos de cumprirem a última vontade.
Zulmira Silva é católica praticante, mas há quatro anos que trava um alegado braço de ferro com a Cáritas e o Patriarcado de Lisboa porque quer cumprir aquilo que diz ser um dever de consciência, entregando os três milhões aos pobres de Lisboa. Mas até hoje nunca lhe garantiram que a fortuna terá esse fim.
As alegações já originaram uma investigação por burla qualificada, acrescenta a reportagem.
Também o jornal Público afirmou que a Cáritas Diocesana de Lisboa tem pelo menos há dez anos mais de dois milhões de euros em depósitos bancários, aos quais acrescem cerca de 320 mil euros investidos em obrigações.
"Toda a disponibilidade"
O presidente da Cáritas Diocesana de Lisboa, José Frias Gomes, admitiu já que a instituição tem uma reserva financeira, explicando que esta se destina a assegurar financiamentos quando os valores dos donativos não cheguem para as necessidades.
O comunicado do Patriarcado refere que os quantitativos divulgados no relatório são "superiores ao que tem aparecido nalguma comunicação social".
E acrescenta: "Em relação à demora na execução de uma herança a confiar à Cáritas Diocesana de Lisboa, reafirma-se que, da parte da instituição, assim como do economato diocesano, permanece toda a disponibilidade para dar garantias de ser cumprida a vontade da doadora, sob a natural responsabilidade da Cáritas Diocesana".
O Patriarcado manifesta-se convicto de que a "leitura do relatório certamente esclarecerá os interessados sobre o trabalho da Cáritas Diocesana de Lisboa, bem como sobre a razão pela qual a sua direção mantém alguma reserva financeira: garantir a sustentabilidade dos serviços e a prossecução de projetos sociais relevantes".
O texto termina lembrando que o caso "se refere exclusivamente à Cáritas Diocesana de Lisboa e não à Cáritas Portuguesa ou às outras Cáritas Diocesanas, instituições autónomas ao serviço da causa comum".