Paulo Portas vai para a Mota-Engil

O antigo vice-primeiro ministro foi apontado esta segunda-feira para trabalhar na Mota-Engil, avançou a edição online do semanário Expresso. Paulo Portas, que se despediu do Parlamento na última sexta-feira, garantiu que o novo cargo em nada interfere com o que fez durante os tempos que esteve no executivo de Pedro Passos Coelho. Entretanto, o antigo líder do CDS-PP prepara o regresso à televisão.

RTP /
Paulo Portas despediu-se do Parlamento para ocupar um novo cargo na Mota-Engil Reuters

Paulo Portas acedeu ao convite de António Mota para se tornar consultor de uma das mais construtoras do país. A Mota-Engil emprega mais de 28 mil pessoas e tem cada vez mais presença além fronteiras.

Paulo Portas exerceu os cargos de ministro dos Negócios Estrangeiros e de vice-primeiro ministro durante o executivo liderado por Pedro Passos Coelho. Cargos em que foi reunindo contactos e conhecimentos nesta área.

O antigo líder do CDS-PP vai ser o novo responsável pelo Conselho Internacional da Mota-Engil.



O Conselho será escolhido pela mão de Paulo Portas. O cargo será de aconselhamento estratégico, com maior foco no mercado da América Latina, local onde a construtora prevê conseguir boa margem de crescimento.

Não é a primeira vez que Paulo Portas trabalha em conjunto com a Mota-Engil, já que, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, Portas fez parte de missões empresariais em conjunto com a construtora.

Mesmo assim, e em garantia dada ao semanário Expresso, o antigo vice-primeiro ministro garante que as colaborações do passado em nada tornam incompatível a nova função na construtora.

"A Mota-Engil é uma das empresas portuguesas mais internacionais. Eles, como mais de quinhentas outras empresas, estiveram nalgumas missões empresariais, nas quais se inscreveram através da AICEP. Não iam, como não ia nenhuma, a convite meu. Vi lá fora aquilo que eles são capazes de fazer e de ganhar. Lutei por eles lá fora, como lutei por 'n' outras empresas", declarou Paulo Portas ao Expresso.

"Como MNE e vice-PM sempre lutei para que as empresas portuguesas, em igualdade de circunstâncias, pudessem ganhar contratos, mercados e oportunidades. Foi o que fiz durante quatro anos com centenas de empresas, porque era esse o melhor serviço que podia prestar ao meu país".

Para além de iniciar funções na Mota-Engil, Paulo Portas vai manter outras atividades, como o de comentador político na TVI.
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