PCP afirma que informou Luísa Mesquita da expulsão por e-mail e por carta registada
Lisboa, 27 Nov (Lusa) - O PCP/Santarém afirmou hoje que informou a deputada Luísa Mesquita de que tinha sido expulsa do partido por "e-mail", 13 minutos antes de divulgar a decisão à comunicação social.
De acordo com Octávio Augusto, da Comissão Política comunista e responsável pela direcção da organização do PCP/Santarém, "foi enviado um e-mail 13 minutos antes" de a decisão ter sido divulgada à comunicação social.
Antes disso, "foi enviada uma carta registada na segunda-feira", acrescentou, recusando a acusação de Luísa Mesquita, que afirmou à imprensa não ter sido formalmente informada da sua expulsão.
Em declarações à Lusa, Luísa Mesquita tinha acusado a direcção do PCP de "indignidade e ausência de lisura" por "ter permitido que aquela que é objecto de expulsão tenha sido informada através da comunicação social".
Admitindo que o e-mail possa não ter sido visto imediatamente, Octávio Augusto rejeitou a acusação, frisando que "a carta com a decisão foi enviada segunda-feira com aviso de recepção".
"Não pode dizer que não sabia", afirmou.
Octávio Augusto acrescentou que Luísa Mesquita foi convocada "por carta registada" para ser ouvida ou a 31 de Outubro ou a 2 de Novembro pela DORSA no âmbito do seu processo disciplinar e que "nunca respondeu".
Quanto à "nota para audição prévia" - com a fundamentação da expulsão, acrescentou - "foi enviada por e-mail e por carta registada a 5 de Novembro mas foi devolvida cinco dias depois", acrescentou.
"O processo demorou mais tempo que o previsto por, nos termos dos estatutos, ser necessário esgotar os prazos para o direito de defesa", o que "foi feito", frisou.
Em comunicado, o PCP/Santarém acusou Luísa Mesquita de querer "usurpar um mandato que não lhe pertence" e acrescentou que, no processo disciplinar que ditou hoje a sua expulsão, Luísa Mesquita "teve um premeditado e ostensivo alheamento".
"O processo de avaliação do seu comportamento político e a sua tramitação, na qual se considera o direito de resposta e de exercício de defesa e contestação, não obteve da parte da própria qualquer sinal", afirmou o PCP.