PDA tem 75 mil euros de multa para pagar ao TC, diz dirigente

O líder do Partido Democrático do Atlântico (PDA), com sede nos Açores, revelou que tem 75 mil euros de multas para pagar ao Tribunal Constitucional, por ter entregue tardiamente as contas do partido referentes a vários anos.

Agência LUSA /

José Ventura adiantou, em conferência de imprensa, em Ponta Delgada, qu e o partido é pequeno e enfrenta dificuldades, mas é obrigado a cumprir as mesma s regras contabilísticas que os grandes partidos.

"Sem dinheiros públicos que nunca tivemos, somos obrigados às mesmas re gras contabilísticas e apresentação de contas ao Tribunal Constitucional que as de quem recebe milhões do dinheiro público", afirmou o líder do PDA, acrescentan do que o partido vive das quotas e da dedicação gratuita dos militantes e dirige ntes. Defendendo que "nada nem ninguém" vai fazer parar o partido, que conta já com 27 anos, José Ventura salientou que noutros países europeus os partidos que concorrem a actos eleitorais sem dinheiros públicos não têm de apresentar co ntas.

"Não queremos fugir às regras definidas, mas há pequenos pormenores que poderiam ser ultrapassados", frisou o líder partidário, alegando que o PDA tem resolvido as suas dificuldades "sem se enredar em negociatas obscuras e sem busc ar apoios duvidosos".

José Ventura anunciou, ainda, que durante 2007 será concluído o XIII co ngresso do PDA, cujos trabalhos estão suspensos desde Julho de 2005 para potenci ar consensos internos sobre o futuro da estrutura.

Por considerar o PDA "uma ferramenta útil na engrenagem política açoria na e nacional", José Ventura manifestou disponibilidade para continuar à frente do partido, caso não apareça mais ninguém.

"Embora a idade pese, o cansaço e a desilusão por vezes me invadam, con tinuarei enquanto mantiver a confiança dos que me escolheram", afirmou o respons ável, ao acrescentar que tem feito contactos para que outras pessoas avancem com uma candidatura à liderança do partido.

Fundado na ilha de São Miguel, quando nos Açores e na Madeira as reivin dicações autonomistas marcavam a agenda política dos pós 25 de Abril, o PDA nunc a foi além de resultados residuais nos actos eleitorais em que concorreu.

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