País
Pelo menos um caso de legionella confirmado na Maia
Trata-se de um trabalhador de uma fábrica na Maia, distrito do Porto, que ficou infectado com a bactéria. O diretor-geral da Saúde explica que existem ainda outros sete casos em estudo. A situação já motivou críticas por parte do presidente da Câmara, que critica as autoridades de saúde por não terem informado a autarquia.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou na segunda-feira a existência de um caso da "doença dos legionários" uma fábrica da Maia, estando outros casos sob observação. As autoridades garantem que foram tomadas "todas as medidas para controlar o problema e prevenir novas ocorrências".
Em declarações à Antena 1, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, garante que tudo está a ser feito para controlar o problema. O responsável não quis revelar o nome da unidade fabril, nem se foi entretanto encerrada.
De acordo com Francisco George, o caso que foi ontem confirmado pela DGS foi sinalizado na última semana de fevereiro e envolveu desde logo a inspeção-geral do Ambiente para perceber se as torres de arrefecimento em causa foram sujeitas ou não aos procedimentos devidos.
Apesar da preocupação, o diretor-geral da Saúde considera que a magnitude do problema "não se deverá alterar nas próximas semanas", uma vez que as medidas de controlo "foram efetivamente tomadas de forma adequada", assegura Francisco George.
No entanto, a atuação das autoridades de saúde já motivou críticas da autarquia da Maia, que diz não ter sido informada pela Direção-Geral de Saúde da deteção da bactéria na torre de arrefecimento de uma fábrica instalada o município.
Ouvido pela Antena 1, António Bragança Fernandes, presidente da Câmara Municipal da Maia, lamenta a falta de alerta sobre este caso e diz-se "zangado" com a atuação dos responsáveis.
"Deviamos ter sabido atempadamente para elucidar a população. Até esta altura, nunca ninguém falou connosco sobre nada. (...) A Agência Portuguesa de Saúde não está a atuar de acordo com as normas", critica o autarca.
A doença em causa é provocada pela bactéria 'legionella pneumophila' e contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada, ou os chamados aerossóis. Essas partículas têm dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.
Em finais de 2014, um surto com a mesma bactéria, alojado numa fábrica em Vila Franca de Xira, afetou 375 pessoas e fez 12 vítimas mortais.
Em declarações à Antena 1, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, garante que tudo está a ser feito para controlar o problema. O responsável não quis revelar o nome da unidade fabril, nem se foi entretanto encerrada.
De acordo com Francisco George, o caso que foi ontem confirmado pela DGS foi sinalizado na última semana de fevereiro e envolveu desde logo a inspeção-geral do Ambiente para perceber se as torres de arrefecimento em causa foram sujeitas ou não aos procedimentos devidos.
Apesar da preocupação, o diretor-geral da Saúde considera que a magnitude do problema "não se deverá alterar nas próximas semanas", uma vez que as medidas de controlo "foram efetivamente tomadas de forma adequada", assegura Francisco George.
No entanto, a atuação das autoridades de saúde já motivou críticas da autarquia da Maia, que diz não ter sido informada pela Direção-Geral de Saúde da deteção da bactéria na torre de arrefecimento de uma fábrica instalada o município.
Ouvido pela Antena 1, António Bragança Fernandes, presidente da Câmara Municipal da Maia, lamenta a falta de alerta sobre este caso e diz-se "zangado" com a atuação dos responsáveis.
"Deviamos ter sabido atempadamente para elucidar a população. Até esta altura, nunca ninguém falou connosco sobre nada. (...) A Agência Portuguesa de Saúde não está a atuar de acordo com as normas", critica o autarca.
A doença em causa é provocada pela bactéria 'legionella pneumophila' e contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada, ou os chamados aerossóis. Essas partículas têm dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.
Em finais de 2014, um surto com a mesma bactéria, alojado numa fábrica em Vila Franca de Xira, afetou 375 pessoas e fez 12 vítimas mortais.