Pestana e Bastos alerta para eventual ilegalidade nas directas de sábado

Pedro Pestana Bastos, apoiante do líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, alertou hoje para a eventual ilegalidade das directas de sábado para a liderança se votarem militantes da JP e do FTDC que não pertencem ao partido.

Agência LUSA /

O dirigente do CDS-PP disse à Lusa que os militantes da Juventude Popular (JP) e da Federação dos Trabalhadores Democratas-Cristãos (FTDC) não são obrigados a inscrever-se no partidos e que alguns deles podem vir a votar nas directas, disputadas por José Ribeiro Castro e o antigo líder Paulo Portas.

"A lei dos partidos é clara ao dizer que só podem votar militantes.

Imagine-se que um dos candidatos vence com uma margem de votos igual ao número de delegados ou da JC ou da FTDC... Depois admiram-se que haja impugnações", afirmou Pestana Bastos, da Comissão Directiva do CDS-PP.

O artigo 27.º da Lei dos Partidos Políticos estipula que o "órgão de direcção política é eleito democraticamente, com a participação directa ou indirecta de todos os filiados".

A JP elege delegados que, por sua vez, votam depois nas eleições directas, o mesmo acontecendo à FTDC, explicou Pestana e Bastos, que garante que esta posição não é um ataque a estas duas organizações.

Para o dirigente do CDS e apoiante de Ribeiro e Castro, "o mais indicado teria sido eliminar dos cadernos eleitorais os membros da JP e da FTDC" e evitar um procedimento que "retira transparência" ao processo eleitoral.

O dirigente democrata-cristão e apoiante de Ribeiro e Castro sublinhou que estes problemas não existiriam se Paulo Portas tivesse aceite uma comissão organizadora das directas (COD) paritária.

"O que nasce torto tarde ou nunca se endireita", comentou Pestana Bastos.

A direcção acabou por nomear, a 09 de Abril, Pedro Melo como delegado da candidatura de Ribeiro e Castro na comissão organizadora das directas para "evitar males maiores", segundo afirmou o secretário-geral, Martim Borges de Freitas.

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