País
PGR pede esclarecimento sobre idosa morta em Rio de Mouro
O Procurador-Geral da República pediu, por escrito, esclarecimentos sobre a atuação do Ministério Público de Sintra no caso da mulher que morreu há nove anos em casa e cujo corpo só agora foi encontrado. A notícia é avançada pelo jornal “Público”. A GNR e a PSP já disseram que promoveram as diligências possíveis quando foi denunciado o desaparecimento da idosa.
As autoridades sugeriram que pertencia ao Ministério Público a obrigação de investigar até ao fim o paradeiro da senhora, defendendo que a investigação deveria incluir ordem para arrombar a porta da habitação, em Rio de Mouro.
O porta-voz da GNR admitiu à RTP ser necessário fazer uma reflexão sobre este caso. “Do ponto de vista legal, dos mecanismos, daquilo que é a lei, daquilo que é a legislação, todos os mecanismos foram cumpridos”, declarou o tenente-coronel Costa Lima.
“Agora, que sabemos o desfecho desta história, provavelmente muitas pessoas na sociedade portuguesa sentem que tiveram parte desta culpa. E a Guarda Nacional Republicana, inserida nessa sociedade, vendo alguém ficar cadáver nove anos, abandonado dentro de uma casa, sente que alguma coisa está mal. Todos nós temos de refletir sobre isso”, acrescentou.
Diligências da PSP e da GNR
A primeira participação do desaparecimento da mulher foi feita por uma vizinha, que estranhava não ver a vizinha há três meses e a acumulação das pensões na caixa do correio.
De acordo com a lei, a participação de desaparecimento só pode ser feito por familiares, mas mesmo assim um militar da GNR de Rio de Mouro deslocou-se ao andar da idosa a 12 de novembro de 2002. O relatório, citado pelo jornal "Público", refere que “foi enviada uma patrulha ao prédio onde não foi visto nada de estranho”.
A participação por familiar, um primo da idosa, foi apresentada a 25 de novembro, na PSP de Sintra, porque a filha era oficial na esquadra local.
Este primo acrescenta que se deslocou 13 vezes ao tribunal de Sintra para obter autorização para abrir a porta da casa da prima, uma intenção que nunca conseguiu concretizar.
“À data dos factos a PSP diligenciou de imediato através das equipas de investigação criminal da Divisão de Cascais junto à residência da desaparecida tendo contactado com os vizinhos da Sr.ª Maria Augusto Martinho, complementando estas diligências com contactos nos Hospitais da área”, esclarece uma nota da PSP, de março de 2003, citada pelo “Público”. A PSP deu conhecimento das diligências à GNR de Rio de Mouro.
A morte de uma idosa no apartamento onde vivia sozinha, cujo corpo só foi terça-feira encontrado após venda do andar, demonstra a "urgência" de uma intervenção face ao crescente isolamento em que vive grande parte dos idosos, comentou o sociólogo Manuel Villaverde Cabral, coordenador do Instituto do Envelhecimento da Universidade de Lisboa.
O porta-voz da GNR admitiu à RTP ser necessário fazer uma reflexão sobre este caso. “Do ponto de vista legal, dos mecanismos, daquilo que é a lei, daquilo que é a legislação, todos os mecanismos foram cumpridos”, declarou o tenente-coronel Costa Lima.
“Agora, que sabemos o desfecho desta história, provavelmente muitas pessoas na sociedade portuguesa sentem que tiveram parte desta culpa. E a Guarda Nacional Republicana, inserida nessa sociedade, vendo alguém ficar cadáver nove anos, abandonado dentro de uma casa, sente que alguma coisa está mal. Todos nós temos de refletir sobre isso”, acrescentou.
Diligências da PSP e da GNR
A primeira participação do desaparecimento da mulher foi feita por uma vizinha, que estranhava não ver a vizinha há três meses e a acumulação das pensões na caixa do correio.
De acordo com a lei, a participação de desaparecimento só pode ser feito por familiares, mas mesmo assim um militar da GNR de Rio de Mouro deslocou-se ao andar da idosa a 12 de novembro de 2002. O relatório, citado pelo jornal "Público", refere que “foi enviada uma patrulha ao prédio onde não foi visto nada de estranho”.
A participação por familiar, um primo da idosa, foi apresentada a 25 de novembro, na PSP de Sintra, porque a filha era oficial na esquadra local.
Este primo acrescenta que se deslocou 13 vezes ao tribunal de Sintra para obter autorização para abrir a porta da casa da prima, uma intenção que nunca conseguiu concretizar.
“À data dos factos a PSP diligenciou de imediato através das equipas de investigação criminal da Divisão de Cascais junto à residência da desaparecida tendo contactado com os vizinhos da Sr.ª Maria Augusto Martinho, complementando estas diligências com contactos nos Hospitais da área”, esclarece uma nota da PSP, de março de 2003, citada pelo “Público”. A PSP deu conhecimento das diligências à GNR de Rio de Mouro.
A morte de uma idosa no apartamento onde vivia sozinha, cujo corpo só foi terça-feira encontrado após venda do andar, demonstra a "urgência" de uma intervenção face ao crescente isolamento em que vive grande parte dos idosos, comentou o sociólogo Manuel Villaverde Cabral, coordenador do Instituto do Envelhecimento da Universidade de Lisboa.