Piloto morto em queda de helicóptero foi hoje autopsiado e segue segunda-feira para Cascais
O cadáver do piloto do helicóptero que sábado se despenhou em Melgaço durante o combate a um incêndio florestal foi autopsiado e segue segunda-feira para Cascais, informou à Lusa fonte da Medicina Legal.
Segundo a fonte, o corpo foi autopsiado no Centro Hospitalar do Alto Minho, em Viana do Castelo, e será levantado cerca das 08:30, seguindo para Cascais, concelho onde residia o piloto.
José Eduardo Abreu, 42 anos, morreu sábado, quando o helicóptero que pilotava se despenhou, no decorrer de uma acção de combate a um incêndio florestal em Parada do Monte, Melgaço, no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
O piloto, que tinha começado a trabalhar na Empresa de Meios Aéreos (EMA) a 1 de Setembro, deixa órfão um bebé de poucos meses.
O comandante do Centro de Operações de Socorro de Viana do Castelo, Costeira Antunes, disse que o piloto tinha "bastante experiência", não sendo ainda conhecidas as causas do acidente, que ocorreu quando o helicóptero preparava a primeira descarga de água.
O helicóptero despenhou-se cerca das 14:00, junto a um parque eólico, mas as autoridades garantem que o aparelho não embateu contra nenhuma torre, nem qualquer cabo de electricidade.
Uma testemunha ocular disse que viu o balde do helicóptero a "oscilar" de uma forma "muito esquisita", admitindo que poderá ter sido essa a causa que levou o piloto a perder o controlo do aparelho.
"Poderá ter sido apanhado num redemoinho de vento", referiu.
O helicóptero, um Ecureille modelo B-3, com capacidade de transporte de 1000 litros de água em balde, transportou para o local um grupo de cinco elementos, mas no momento do acidente apenas o piloto se encontrava a bordo.
"Registou-se uma forte explosão e o aparelho incendiou-se", disse fonte dos bombeiros.
Um outro helicóptero que estava na zona a combater um outro incêndio ainda descarregou a água por cima do aparelho acidentado, mas não conseguiu evitar o pior.
Aquele helicóptero pertence à Empresa de Meios Aéreos (EMA) e estava ao serviço da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
Era um dos dois aparelhos do género sedeados no Centro de Meio Aéreos de Fafe, para servir a região Norte.
O Instituto Nacional de Aviação Civil já abriu um inquérito para apurar as causas do acidente, a mesma razão que também já levou o ministro Rui Pereira a pedir à Inspecção-Geral da Administração Interna a abertura de um processo de averiguações.
O ministro da Administração Interna garantiu também que o combate aos fogos florestais "vai continuar sem desfalecimentos" e anunciou que, já a partir de segunda-feira, haverá mais dois meios aéreos, alugados pelo Governo.