País
Pistola de plástico apontada a professora no Porto
São trinta segundos polémicos. Um vídeo, feito com um telemóvel e colocado na Internet, mostra um grupo de alunos a intimidar a professora, com uma arma de plástico mas a docente acabou por sair da sala.
Aconteceu numa aula de psicologia, do décimo primeiro ano, da escola EB 2/3 do Cerco, no Porto, no passado dia 18 de Dezembro, mas só agora foi divulgado.
O caso é desvalorizado pela professora que fala de uma brincadeira de mau gosto.
É uma alegada brincadeira. Mais uma vez, gravada na sala de aula, por estudantes. Os alunos simulam uma intimidação da professora com uma arma. É de plástico, mas é apontada à cabeça da professora. Na alegada brincadeira exige-se uma positiva.
A docente responde à situação com a ameaça de uma falta disciplinar a todos os estudantes da turma do 11º ano do ensino tecnológico.
São 30 segundos. Um pequeno vídeo gravado com um telemóvel. A professora acaba por abandonar a sala.
O Jornal de Noticias revela que amanhã a Presidente do Conselho Executivo vai chamar os alunos á escola. Vai ser aberto um inquérito.
A responsável máxima pela escola confessa que os alunos envolvidos são simpáticos, normais e que se dão muito bem com a professora. Não têm problemas disciplinares e há poucas negativas. Em psicologia, só um estudante tem um nove. Todos os outros conseguiram positiva.
Mas, o caso ganha dimensão por ter sido colocado na internet.
Há muitos exemplos positivos na escola. Com vários prémios ganhos em diferentes áreas. Mas, ainda há cerca de dois meses a EB 2/3 foi noticia por fazer parte do ranking das escolas com piores resultados.
Ninguém nega os problemas, admitem até que há progressos. Devido principalmente ao projecto Tuturial, de acompanhamento dos alunos
O vídeo de agora traz outro caso á memória.
Até ao momento a RTP não conseguiu contactar com a Direcção Regional de Educação do Norte.
DREN é responsável por incidente Escola do Cerco - Manuel Valente, Associações de Pais do Porto
Para Manuel Valente, da Federação de Associações de Pais do Porto, a principal culpada é a DREN.
"Há culpados que têm que ser denunciados e o mais importante de todos é a administração escolar (Direcção Regional de Educação do Norte - DREN), que, sobretudo depois do caso da Escola Carolina Michaelis, devia ter imposto regras claras que impedissem a utilização de telemóveis durante as aulas e não o fez", disse aquele responsável.
Para o representante dos pais os alunos deveriam ser obrigados a depositar os telemóveis - que considera como um claro factor de perturbação das aulas em todos os sentidos - no início de cada aula, recuperando-os depois, quando saíssem para o intervalo.
"Os professores, que têm também a sua parte de culpa, deveriam dar o exemplo e fazer o mesmo, desligando os seus telemóveis, ou colocando-os em modo de silêncio e abstendo-se de os usar durante as aulas", acrescentou Manuel Valente.
Manuel Valente estranhou o timing deste tipo de actuações. "Acho também muito estranho, que a divulgação destes incidentes ocorra sempre no final de um período, já durante as férias, como aconteceu com o caso Carolina Michaelis, até parece que há alguém interessado em denegrir a escola pública", acrescentou Manuel Valente".
Brincadeira de mau gosto
Para a directora regional de Educação do Norte tudo não passou de uma "brincadeira de mau gosto", mas que “excedeu os limites do bom senso”.
"Mas até agora não tenho razões para acreditar que tenha sido mais do que isso", afirmou Margarida Moreira.
A responsável já ordenou ao Gabinete de Segurança da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) que acompanhe o decorrer do inquérito a este caso, de que só hoje teve conhecimento.
"A escola não nos tinha comunicado qualquer ocorrência. Lamento seriamente, e já o disse à presidente do conselho executivo, que a comunicação social saiba do sucedido antes do Ministério da Educação", afirmou.
Questionada quanto à lembrança que este caso traz de um outro passado na escola secundária Carolina Michaelis, no Porto, em que uma aluna agarrou e insultou uma professora na tentativa de recuperar um telemóvel, Margarida Moreira diz que os casos não são semelhantes nem se podem comparar.
"Não tem nenhum paralelo com o caso do Carolina Michaelis, a não ser o facto de ter ocorrido no último dia de aulas de um período. No Norte acontecem sempre coisas no último dia de aulas", afirmou a directora regional.
Plataforma sindical defende apuramento de responsabilidades e punição dos autores
Mário Nogueira, porta-voz da plataforma que reúne os 11 sindicatos do sector da educação, defendeu que "a punição dos alunos deve ser exemplar, sem ser excessiva", para evitar que este tipo de acontecimentos se repita.
"É uma atitude clara de indisciplina, totalmente inaceitável e inadmissível. Deve haver um processo de apuramento de responsabilidades e uma punição disciplinar dos alunos envolvidos", afirmou Mário Nogueira.
Para Mário Nogueira, a presidente do conselho executivo da escola "faz mal em desvalorizar este caso, mesmo que se tenha tratado de uma brincadeira" dos estudantes.
"Há brincadeiras que, pura e simplesmente, não são admissíveis. Os professores não estão nas aulas para brincar e os alunos também não podem estar", afirmou.
O caso é desvalorizado pela professora que fala de uma brincadeira de mau gosto.
É uma alegada brincadeira. Mais uma vez, gravada na sala de aula, por estudantes. Os alunos simulam uma intimidação da professora com uma arma. É de plástico, mas é apontada à cabeça da professora. Na alegada brincadeira exige-se uma positiva.
A docente responde à situação com a ameaça de uma falta disciplinar a todos os estudantes da turma do 11º ano do ensino tecnológico.
São 30 segundos. Um pequeno vídeo gravado com um telemóvel. A professora acaba por abandonar a sala.
O Jornal de Noticias revela que amanhã a Presidente do Conselho Executivo vai chamar os alunos á escola. Vai ser aberto um inquérito.
A responsável máxima pela escola confessa que os alunos envolvidos são simpáticos, normais e que se dão muito bem com a professora. Não têm problemas disciplinares e há poucas negativas. Em psicologia, só um estudante tem um nove. Todos os outros conseguiram positiva.
Mas, o caso ganha dimensão por ter sido colocado na internet.
Há muitos exemplos positivos na escola. Com vários prémios ganhos em diferentes áreas. Mas, ainda há cerca de dois meses a EB 2/3 foi noticia por fazer parte do ranking das escolas com piores resultados.
Ninguém nega os problemas, admitem até que há progressos. Devido principalmente ao projecto Tuturial, de acompanhamento dos alunos
O vídeo de agora traz outro caso á memória.
Até ao momento a RTP não conseguiu contactar com a Direcção Regional de Educação do Norte.
DREN é responsável por incidente Escola do Cerco - Manuel Valente, Associações de Pais do Porto
Para Manuel Valente, da Federação de Associações de Pais do Porto, a principal culpada é a DREN.
"Há culpados que têm que ser denunciados e o mais importante de todos é a administração escolar (Direcção Regional de Educação do Norte - DREN), que, sobretudo depois do caso da Escola Carolina Michaelis, devia ter imposto regras claras que impedissem a utilização de telemóveis durante as aulas e não o fez", disse aquele responsável.
Para o representante dos pais os alunos deveriam ser obrigados a depositar os telemóveis - que considera como um claro factor de perturbação das aulas em todos os sentidos - no início de cada aula, recuperando-os depois, quando saíssem para o intervalo.
"Os professores, que têm também a sua parte de culpa, deveriam dar o exemplo e fazer o mesmo, desligando os seus telemóveis, ou colocando-os em modo de silêncio e abstendo-se de os usar durante as aulas", acrescentou Manuel Valente.
Manuel Valente estranhou o timing deste tipo de actuações. "Acho também muito estranho, que a divulgação destes incidentes ocorra sempre no final de um período, já durante as férias, como aconteceu com o caso Carolina Michaelis, até parece que há alguém interessado em denegrir a escola pública", acrescentou Manuel Valente".
Brincadeira de mau gosto
Para a directora regional de Educação do Norte tudo não passou de uma "brincadeira de mau gosto", mas que “excedeu os limites do bom senso”.
"Mas até agora não tenho razões para acreditar que tenha sido mais do que isso", afirmou Margarida Moreira.
A responsável já ordenou ao Gabinete de Segurança da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) que acompanhe o decorrer do inquérito a este caso, de que só hoje teve conhecimento.
"A escola não nos tinha comunicado qualquer ocorrência. Lamento seriamente, e já o disse à presidente do conselho executivo, que a comunicação social saiba do sucedido antes do Ministério da Educação", afirmou.
Questionada quanto à lembrança que este caso traz de um outro passado na escola secundária Carolina Michaelis, no Porto, em que uma aluna agarrou e insultou uma professora na tentativa de recuperar um telemóvel, Margarida Moreira diz que os casos não são semelhantes nem se podem comparar.
"Não tem nenhum paralelo com o caso do Carolina Michaelis, a não ser o facto de ter ocorrido no último dia de aulas de um período. No Norte acontecem sempre coisas no último dia de aulas", afirmou a directora regional.
Plataforma sindical defende apuramento de responsabilidades e punição dos autores
Mário Nogueira, porta-voz da plataforma que reúne os 11 sindicatos do sector da educação, defendeu que "a punição dos alunos deve ser exemplar, sem ser excessiva", para evitar que este tipo de acontecimentos se repita.
"É uma atitude clara de indisciplina, totalmente inaceitável e inadmissível. Deve haver um processo de apuramento de responsabilidades e uma punição disciplinar dos alunos envolvidos", afirmou Mário Nogueira.
Para Mário Nogueira, a presidente do conselho executivo da escola "faz mal em desvalorizar este caso, mesmo que se tenha tratado de uma brincadeira" dos estudantes.
"Há brincadeiras que, pura e simplesmente, não são admissíveis. Os professores não estão nas aulas para brincar e os alunos também não podem estar", afirmou.