País
PJ deteve suspeito de pertencer a máfia siciliana
A Polícia Judiciária de Leiria deteve ontem, no Bombarral, sete pessoas por suspeitas dos crimes de burla qualificada, furto e viciação de veículos, receptação, associação criminosa e branqueamento de capitais. Entre os detidos está um presumível elemento da máfia siciliana, sobre quem pendia um mandado de detenção europeu. A PJ sublinha que não existe actividade mafiosa em Portugal.
Os suspeitos foram presentes ao Tribunal de Leiria, sexta-feira ao final da tarde, mas os trabalhos estão suspensos porque o advogado de seis detidos questionou a competência territorial do tribunal para ouvir os arguidos em primeiro interrogatório.
"Foi suscitada uma questão técnica pela defesa", declarou João Martins Leitão.
O Ministério Público e o juiz de instrução criminal têm até sábado para definir se o tribunal "tem ou não competência".
A identificação dos arguidos terá de ser feita dentro de 48 horas após a detenção. O advogado rejeitou confirmar a data do fim do prazo.
Detenções no âmbito da investigação "Máfia do Oeste"
As detenções foram efectuadas na zona do Bombarral e Torres Novas, na sequência de uma investigação iniciada há quatro meses pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria e que incluiu várias buscas domiciliárias “em diversas localidades da zona Centro”.
Durante essas buscas foram apreendidos "diversos veículos, vários computadores e pen, muita documentação comercial, carimbos, sobre firmas clonadas e uma arma de fogo", acrescentam as autoridades.
Os detidos, dois portugueses, uma brasileira e quatro italianos, têm entre 25 e 50 anos.
A PJ indica que sobre um dos detidos italianos, de nome Giovanni Lore, com 45 anos, pende um mandado de detenção europeu "por estar ligado à máfia siciliana", pedindo as autoridades a sua extradição.
A "Vivenda do Sossego", na aldeia do Carvalhal, é hoje alvo das atenções dos moradores. Os vizinhos começam a comentar os hábitos dos moradores da vivenda, notando a utilização regular de serviços de táxi, "sobretudo durante a noite", e o recurso a acompanhantes de luxo.
PJ afasta cenário de actividade mafiosa
"Não temos indícios de actividade de tipo mafioso em Portugal. Tal como já tivemos no passado, são pessoas com ligações a organizações do tipo mafioso que procuram refúgio em Portugal", sublinhou o director nacional-adjunto da Polícia Judiciária.
"Não existe em Portugal uma estrutura organizada, hierarquizada, com regras muito estritas que tentem concretizar o seu desígnio criminoso com recurso à violência, como é o caso da máfia", insistiu Pedro do Carmo.
Existe um mandado de detenção europeu sobre o italiano que terá escapado numa operação realizada pela polícia transalpina na Sicília. Esta operação, realizada no final do ano passado e início deste, culminou com a detenção de 30 sicilianos.
Uma fonte avançou à Lusa que se trata de Giovanni Lore, fugido de Itália para a cidade espanhola de Vigo, antes de mudar para a aldeia de Carvalhal, concelho do Bombarral.
Mulher arrolada testemunha
Os sete suspeitos começaram a chegar ao Tribunal de Leiria às 17h25, em separado, para serem ouvidos pelo juiz de instrução. Este procedimento teve início às 19h20.
A mulher de nacionalidade brasileira, apontada como namorada do alegado membro da máfia siciliana, foi arrolada como testemunha.
Voltará ao tribunal na segunda-feira ao início da tarde, para conhecer a decisão do tribunal sobre o seu destino, uma vez que está ilegal no país.
"Foi suscitada uma questão técnica pela defesa", declarou João Martins Leitão.
O Ministério Público e o juiz de instrução criminal têm até sábado para definir se o tribunal "tem ou não competência".
A identificação dos arguidos terá de ser feita dentro de 48 horas após a detenção. O advogado rejeitou confirmar a data do fim do prazo.
Detenções no âmbito da investigação "Máfia do Oeste"
As detenções foram efectuadas na zona do Bombarral e Torres Novas, na sequência de uma investigação iniciada há quatro meses pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria e que incluiu várias buscas domiciliárias “em diversas localidades da zona Centro”.
Durante essas buscas foram apreendidos "diversos veículos, vários computadores e pen, muita documentação comercial, carimbos, sobre firmas clonadas e uma arma de fogo", acrescentam as autoridades.
Os detidos, dois portugueses, uma brasileira e quatro italianos, têm entre 25 e 50 anos.
A PJ indica que sobre um dos detidos italianos, de nome Giovanni Lore, com 45 anos, pende um mandado de detenção europeu "por estar ligado à máfia siciliana", pedindo as autoridades a sua extradição.
A "Vivenda do Sossego", na aldeia do Carvalhal, é hoje alvo das atenções dos moradores. Os vizinhos começam a comentar os hábitos dos moradores da vivenda, notando a utilização regular de serviços de táxi, "sobretudo durante a noite", e o recurso a acompanhantes de luxo.
PJ afasta cenário de actividade mafiosa
"Não temos indícios de actividade de tipo mafioso em Portugal. Tal como já tivemos no passado, são pessoas com ligações a organizações do tipo mafioso que procuram refúgio em Portugal", sublinhou o director nacional-adjunto da Polícia Judiciária.
"Não existe em Portugal uma estrutura organizada, hierarquizada, com regras muito estritas que tentem concretizar o seu desígnio criminoso com recurso à violência, como é o caso da máfia", insistiu Pedro do Carmo.
Existe um mandado de detenção europeu sobre o italiano que terá escapado numa operação realizada pela polícia transalpina na Sicília. Esta operação, realizada no final do ano passado e início deste, culminou com a detenção de 30 sicilianos.
Uma fonte avançou à Lusa que se trata de Giovanni Lore, fugido de Itália para a cidade espanhola de Vigo, antes de mudar para a aldeia de Carvalhal, concelho do Bombarral.
Mulher arrolada testemunha
Os sete suspeitos começaram a chegar ao Tribunal de Leiria às 17h25, em separado, para serem ouvidos pelo juiz de instrução. Este procedimento teve início às 19h20.
A mulher de nacionalidade brasileira, apontada como namorada do alegado membro da máfia siciliana, foi arrolada como testemunha.
Voltará ao tribunal na segunda-feira ao início da tarde, para conhecer a decisão do tribunal sobre o seu destino, uma vez que está ilegal no país.