Plural Editores, da Porto Editora, inaugura sede em Angola

A editora angolana Plural Editores, que tem como principal accionista o grupo português Porto Editora, vai inaugurar a sua sede em Luanda, na quarta-feira, durante a visita a Angola do primeiro-ministro português, José Sócrates.

Agência LUSA /

A cerimónia de inauguração, hoje anunciada na capital angolana, está integrada no programa da visita de Sócrates e contará com a presença do secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, entre outras individualidades portuguesas e angolanas.

A sede da editora angolana, localizada no Bairro do Maculusso, no centro de Luanda, envolveu um investimento de 825 mil euros e tem como principal novidade o denominado Espaço Plural, área exclusiva para o atendimento de professores.

Neste espaço, os docentes poderão consultar todas as edições da Plural Editores e da Porto Editora, sendo ainda disponibilizados pontos de acesso à Internet.

A Plural Editores assume como objectivo tornar-se a principal editora angolana na área das edições escolares e técnicas, sendo já responsável pela elaboração dos conteúdos dos novos manuais escolares da 10ª classe, de acordo com a reforma educativa em curso em Angola.

Desde o início do ano, a Plural Editores já colocou no mercado o Código Civil de Angola e quatro colecções de dicionários, que têm a particularidade de incluir palavras específicas do português falado em Angola.

A Plural Editores, que iniciou oficialmente a sua actividade no início de Novembro, é uma empresa de direito angolano em que o grupo português Porto Editora possui uma participação de 49 por cento do capital, estando os restantes 51 por cento distribuídos por vários accionistas angolanos.

A criação desta editora foi uma evolução da forte presença que a Porto Editora mantém há várias décadas em Angola, que remonta ao período anterior à independência do país, altura em que a editora portuense enviava para Luanda os manuais escolares, idênticos aos utilizados nas escolas portuguesas.

A actividade da Porto Editora em Angola sofreu uma paragem nos anos seguintes à independência, sendo depois retomada quando as autoridades angolanas levantaram a proibição à importação de livros.

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