Poeira do deserto do Saara obriga aviões a ficar em terra

A intensa poeira do deserto do Saara que cobre o arquipélago de Cabo Verde nos últimos dias obrigou hoje ao cancelamento de todos os voos internos inter-ilhas e ao desvio dos voos internacionais.

Agência LUSA /

Anormalmente intensa durante o dia de hoje, a "bruma seca", designação local do fenómeno que corresponde ao transporte pelo vento de pó muito fino do Saara para o Atlântico, obrigou ao desvio de um voo da TAP entre Lisboa e a ilha do Sal para Dacar, no Senegal.

Também um voo dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) oriundo de Fortaleza para o Sal ficou retido em Lisboa pelas mesmas razões, disse à Agência Lusa fonte da aviação civil cabo-verdiana.

O fenómeno da "bruma seca" é considerado normal para esta época do ano, mas, segundo a mesma fonte, nas últimas 48 horas intensificou-se de forma anormal, levando à interrupção dos voos regulares entre todas as ilhas de Cabo Verde, bem como ao desvio de alguns voos internacionais.

Uma das "vítimas" deste fenómeno atmosférico foi o secretário de Estado da Defesa e Antigos Combatentes de Portugal, Jorge Neto, que ficou retido na ilha de Santiago, quando o programa da visita que está a efectuar ao arquipélago previa que se deslocasse hoje a São Vicente, ilha do barlavento cabo-verdiano.

Para as próximas horas, durante a noite, os TACV admitem a possibilidade de efectuar pelo menos dois voos de ligação entre a Cidade da Praia (capital) e o Sal, onde está localizado o aeroporto Amílcar Cabral, o único internacional do país.

No entanto, "só assim sucederá se estiverem reunidas as condições de segurança adequadas".

Para domingo não estão previstas alterações aos horários normais, embora estes estejam igualmente dependentes da evolução das condições atmosféricas.

PUB