País
Polícia apreende camiões da TNC em Lisboa e Alverca
Mais de duas centenas de agentes da Polícia de Segurança Pública começaram esta quarta-feira a apreender os veículos da frota da Transportadora Nacional de Camionagem (TNC) estacionados no Campus da Justiça, em Lisboa, e na sede da empresa, em Alverca. A operação policial apanhou de surpresa os trabalhadores, que se mantêm há três meses em vigília contra um processo de insolvência que consideram desnecessário. Os sindicatos exigem “uma resposta objetiva” do Ministério da Economia.
A operação da PSP teve início às primeiras horas do dia. Sem quaisquer incidentes, os agentes montaram um perímetro de segurança na sede da TNC, em Alverca. Em seguida, começaram a remover camiões. Surpreendidos, os trabalhadores em vigília foram obrigados a abandonar as instalações da empresa.
O cenário repetiu-se no Campus da Justiça. Cerca de 40 camiões ali estacionados em protesto, desde 30 de setembro, foram levados pela PSP. O último às 5h00. Parte das viaturas foi rebocada e as restantes conduzidas. A polícia montou também um apertado dispositivo de segurança no local, impedindo a passagem de quaiquer pessoas pela área de intervenção.
“Temos sempre aqui motoristas a fazer vigilância aos camiões. Eu estava a dormir. Estava no camião da frente. Bateram-me à porta. Era um agente da autoridade que me disse que tinha de sair do camião e que tinha de me identificar”, contou à RTP António Barros, um dos motoristas da Transportadora Nacional de Camionagem.
“Não faz sentido”
Segundo Anabela Carvalheira, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos (STRUP), a operação da PSP destinou-se a fazer “cumprir uma ordem que tem por base a liquidação da empresa votada na última assembleia de credores”. O processo de insolvência da TNC foi publicado no início de janeiro de 2010. A liquidação ficou selada a 11 de julho deste ano.
“O que nós estranhamos é que isto esteja a ocorrer nesta altura, sobretudo a esta hora da noite. Sendo certo que tenho que reiterar que o Governo, nesta altura, não está a cumprir aquilo que nos disse, uma vez que a empresa é viável”, afirmou a sindicalista citada pela agência Lusa. Para acrescentar que “não faz sentido uma operação a estas horas, quando os trabalhadores nada podem fazer”: “Já não recebem desde agosto e o Governo, que sempre considerou a empresa viável, abandonou os trabalhadores”.
Ao amanhecer, Libério Marques, coordenador da União de Sindicatos de Lisboa (CGTP), prometia levar as reivindicações dos profissionais da TNC até ao Ministério da Economia. “Estaremos no Ministério dispostos a exigir e dispostos a permanecer o tempo que for necessário para que haja uma resposta objetiva, para que parem de mentir aos trabalhadores e para que de facto assumam responsabilidades”, garantia o responsável à reportagem da RTP.
“Poder político surpreendido”
A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) enviou, entretanto, uma delegação ao Ministério de Álvaro Santos Pereira. De onde partiu sem respostas, de acordo com Anabela Carvalheira, que representou o STRUP: “Foi dito à delegação que o poder político ficou surpreendido com a decisão, mas que não pode interferir no poder judicial e neste caso concreto, pois o seu âmbito é limitado”.
A FECTRANS foi recebida por um adjunto do secretário de Estado das Obras Públicas e Transportes. A quem apelou para que o Governo envide “todos os esforços no sentido de que a empresa seja salva e recuperada”.
Em declarações à Lusa, a subcomissária da PSP Carla Duarte explicou que a operação para retirar camiões do Campus da Justiça e da sede da TNC foi desencadeada na sequência de um contacto, “há poucos dias”, do administrador de insolvência. “Entendeu-se que esta madrugada estavam reunidas todas as condições e os camiões foram retirados, encontrando-se agora sob custódia do administrador da insolvência”, indicou a porta-voz daquela força de segurança.
A subcomissária afirmou ainda que a operação não teve por finalidade bloquear as instalações da empresa. Os agentes destacados para Alverca, alegou, estão no local para “garantir apenas que não há alterações da ordem pública”. “O dispositivo policial irá abandonar a sede da TNC em Alverca no decorrer do dia de hoje”, garantiu.
O cenário repetiu-se no Campus da Justiça. Cerca de 40 camiões ali estacionados em protesto, desde 30 de setembro, foram levados pela PSP. O último às 5h00. Parte das viaturas foi rebocada e as restantes conduzidas. A polícia montou também um apertado dispositivo de segurança no local, impedindo a passagem de quaiquer pessoas pela área de intervenção.
“Temos sempre aqui motoristas a fazer vigilância aos camiões. Eu estava a dormir. Estava no camião da frente. Bateram-me à porta. Era um agente da autoridade que me disse que tinha de sair do camião e que tinha de me identificar”, contou à RTP António Barros, um dos motoristas da Transportadora Nacional de Camionagem.
“Não faz sentido”
Segundo Anabela Carvalheira, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos (STRUP), a operação da PSP destinou-se a fazer “cumprir uma ordem que tem por base a liquidação da empresa votada na última assembleia de credores”. O processo de insolvência da TNC foi publicado no início de janeiro de 2010. A liquidação ficou selada a 11 de julho deste ano.
“O que nós estranhamos é que isto esteja a ocorrer nesta altura, sobretudo a esta hora da noite. Sendo certo que tenho que reiterar que o Governo, nesta altura, não está a cumprir aquilo que nos disse, uma vez que a empresa é viável”, afirmou a sindicalista citada pela agência Lusa. Para acrescentar que “não faz sentido uma operação a estas horas, quando os trabalhadores nada podem fazer”: “Já não recebem desde agosto e o Governo, que sempre considerou a empresa viável, abandonou os trabalhadores”.
Ao amanhecer, Libério Marques, coordenador da União de Sindicatos de Lisboa (CGTP), prometia levar as reivindicações dos profissionais da TNC até ao Ministério da Economia. “Estaremos no Ministério dispostos a exigir e dispostos a permanecer o tempo que for necessário para que haja uma resposta objetiva, para que parem de mentir aos trabalhadores e para que de facto assumam responsabilidades”, garantia o responsável à reportagem da RTP.
“Poder político surpreendido”
A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) enviou, entretanto, uma delegação ao Ministério de Álvaro Santos Pereira. De onde partiu sem respostas, de acordo com Anabela Carvalheira, que representou o STRUP: “Foi dito à delegação que o poder político ficou surpreendido com a decisão, mas que não pode interferir no poder judicial e neste caso concreto, pois o seu âmbito é limitado”.
A FECTRANS foi recebida por um adjunto do secretário de Estado das Obras Públicas e Transportes. A quem apelou para que o Governo envide “todos os esforços no sentido de que a empresa seja salva e recuperada”.
Em declarações à Lusa, a subcomissária da PSP Carla Duarte explicou que a operação para retirar camiões do Campus da Justiça e da sede da TNC foi desencadeada na sequência de um contacto, “há poucos dias”, do administrador de insolvência. “Entendeu-se que esta madrugada estavam reunidas todas as condições e os camiões foram retirados, encontrando-se agora sob custódia do administrador da insolvência”, indicou a porta-voz daquela força de segurança.
A subcomissária afirmou ainda que a operação não teve por finalidade bloquear as instalações da empresa. Os agentes destacados para Alverca, alegou, estão no local para “garantir apenas que não há alterações da ordem pública”. “O dispositivo policial irá abandonar a sede da TNC em Alverca no decorrer do dia de hoje”, garantiu.