País
Polícia chamada a intervir em protesto no Conservatório
Tetos a cair, paredes a ruir e infiltrações de água - é este o cenário com o qual os alunos da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa têm de conviver todos os dias. A situação arrasta-se há anos e os estudantes decidiram fechar esta quarta-feira as portas a cadeado.
"A escola unida jamais será vencida" ou "vitória, vitória" foram palavras de protesto de mais de uma centena de alunos, quando perto das 10h00 a Escola de Música do Conservatório Nacional foi reaberta por elementos da Polícia de Segurança Pública.
Pais e professores juntaram-se à manifestação. E querem apresentar queixa contra o Ministério da Educação.
A situação complicou-se ainda mais porque dez salas foram encerradas por não garantirem condições de segurança, contou ao online da RTP Leonor Robert, aluna da instituição há já três anos.
“Com os exames à porta, mais de 200 alunos ficaram sem aulas de matemática, português, ciências e línguas. Por isso, não se podem prever bons resultados nos testes”, salientou a aluna.
"Perigo de vida"
“Queremos condições e fazer ver que estas crianças todas que aqui vemos estão regularmente em perigo de vida e não é um exagero. Ainda no outro dia caiu mais um pedaço de teto dentro da sala”, disse Camila, outra aluna da Escola de Música, à reportagem da RTP no local. Reportagem de Isabel Marques da Costa e Carlos Matias, RTP
“Não são condições para crianças estudarem. Recusamo-nos a entrar mais nesta escola enquanto não houver uma medida de segurança tomada”, continuou.
Também a diretora da Escola de Música do Conservatório Nacional, Ana Mafalda Pernão, quis mostrar-se solidária com a manifestação dos alunos.
“O edifício há 20 anos, pelo menos, que precisa de intervenções grandes. A DGESTE [Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares] sabe porque tem tido reuniões comigo para arranjar uma solução”, explicou a responsável.
"Não temos competência técnica"
À pergunta sobre o facto de a DGESTE ter dito que pediu para a escola fazer três orçamentos, a diretora salientou: “Nós não temos competência técnica para desenvolver um caderno de encargos como este edifício precisa e, nesse sentido, em agosto foram eles que ficaram de fazer esse caderno”.
“Agora não percebo como é que sou eu outra vez a solicitar orçamentos com base em nada, sem a competência para o fazer, e o que me pedem são remendos de tetos", disse.
"Ora o problema do edifício começa na cobertura e todos os técnicos que por aqui passaram dizem que, enquanto não se intervier a sério na cobertura, não é possível minimizar o resto dos problemas”, disse a diretora da Escola de Música à reportagem da RTP.
Pais e professores juntaram-se à manifestação. E querem apresentar queixa contra o Ministério da Educação.
A situação complicou-se ainda mais porque dez salas foram encerradas por não garantirem condições de segurança, contou ao online da RTP Leonor Robert, aluna da instituição há já três anos.
“Com os exames à porta, mais de 200 alunos ficaram sem aulas de matemática, português, ciências e línguas. Por isso, não se podem prever bons resultados nos testes”, salientou a aluna.
"Perigo de vida"
“Queremos condições e fazer ver que estas crianças todas que aqui vemos estão regularmente em perigo de vida e não é um exagero. Ainda no outro dia caiu mais um pedaço de teto dentro da sala”, disse Camila, outra aluna da Escola de Música, à reportagem da RTP no local. Reportagem de Isabel Marques da Costa e Carlos Matias, RTP
“Não são condições para crianças estudarem. Recusamo-nos a entrar mais nesta escola enquanto não houver uma medida de segurança tomada”, continuou.
Também a diretora da Escola de Música do Conservatório Nacional, Ana Mafalda Pernão, quis mostrar-se solidária com a manifestação dos alunos.
“O edifício há 20 anos, pelo menos, que precisa de intervenções grandes. A DGESTE [Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares] sabe porque tem tido reuniões comigo para arranjar uma solução”, explicou a responsável.
"Não temos competência técnica"
À pergunta sobre o facto de a DGESTE ter dito que pediu para a escola fazer três orçamentos, a diretora salientou: “Nós não temos competência técnica para desenvolver um caderno de encargos como este edifício precisa e, nesse sentido, em agosto foram eles que ficaram de fazer esse caderno”.
“Agora não percebo como é que sou eu outra vez a solicitar orçamentos com base em nada, sem a competência para o fazer, e o que me pedem são remendos de tetos", disse.
"Ora o problema do edifício começa na cobertura e todos os técnicos que por aqui passaram dizem que, enquanto não se intervier a sério na cobertura, não é possível minimizar o resto dos problemas”, disse a diretora da Escola de Música à reportagem da RTP.